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A Operação Shadowgun desarticulou uma organização criminosa que produzia e comercializava armas de fogo e acessórios fabricados com impressão 3D, conhecidas como ghost guns. A ação, realizada nesta quinta-feira (12), cumpriu 36 mandados de busca e apreensão e cinco de prisão em 12 estados.
De acordo com o Ministério da Justiça e Segurança Pública, a rede utilizava a internet para divulgar e vender projetos digitais de armamentos, incluindo carregadores de alta capacidade. Essas armas, sem numeração de série, são de difícil rastreamento.
As polícias civis de Sergipe, Bahia, Goiás, Santa Catarina, Roraima, Rio Grande do Sul, Espírito Santo e Minas Gerais participaram da operação. O Ciberlab da Senasp/MJSP auxiliou na análise de dados digitais e produção de relatórios de inteligência.
Métodos da organização criminosa
Investigadores apontam que os suspeitos compartilhavam arquivos digitais e manuais de montagem em plataformas online, permitindo a produção ilegal de armas. Transações financeiras eram feitas com sistemas de pagamento anônimos.
Embora se apresentassem como defensores de “código aberto”, membros do grupo também vendiam fisicamente componentes de armas impressas em 3D, enviados pelos correios para compradores em vários estados.
Vínculos criminosos e ações judiciais
Dados indicam que parte dos compradores tinha antecedentes criminais, incluindo ligações com milícias e tráfico de drogas. O Ministério Público do Rio de Janeiro denunciou integrantes do grupo por organização criminosa, comércio ilegal de armas e lavagem de dinheiro.
As medidas judiciais incluem prisões preventivas e pedido de indenização de R$ 2,3 milhões por danos morais coletivos. A operação foi conduzida pela PCERJ e MPRJ, com apoio da ABIN, Homeland Security Investigations e CISPPA-FIG.
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