Servidores da rede municipal de educação de Belo Horizonte, incluindo cantineiras, enfrentaram longas filas neste sábado (14) para realizar exames admissionais. A mobilização, ocorrida na região da Praça Sete, é parte do processo de troca da empresa terceirizada responsável pelos serviços nas escolas da capital mineira, e a aglomeração teria sido causada por uma falha na comunicação dos horários.
De acordo com informações do jornal O Tempo, o SindRede, sindicato da categoria, informou que cerca de 1.700 trabalhadores foram convocados para o mesmo local e horário. Uma falha na comunicação sobre os agendamentos teria provocado a confusão, levando um grande número de pessoas à fila simultaneamente e gerando longas esperas para o atendimento durante o dia.
A entidade sindical afirmou ter prestado apoio aos trabalhadores, organizando o processo e fornecendo água, capas de chuva e acesso a banheiros. Em comunicado, o sindicato declarou que a empresa não garantiu um atendimento humanizado e que “o tratamento recebido pelos trabalhadores hoje será com certeza mais um elemento de denúncia de quanto todo esse processo tem assediado trabalhadoras e trabalhadores da educação”.
O dirigente sindical Daniel Wardil acompanhou a situação e relatou o prolongamento do atendimento. “Quase sete horas da noite e estamos aqui ainda acompanhando a fila para exame médico das cantineiras. Uma situação lamentável que poderia ter sido conduzida de forma tranquila”, disse o representante, criticando a organização do procedimento realizado neste sábado.
A Prefeitura de Belo Horizonte comunicou que a ação era um mutirão para acelerar a contratação da nova empresa que substituirá a MGS. A administração informou que, segundo a empresa responsável, o atendimento atrasou porque profissionais agendados para a tarde compareceram às 7h, o que ocasionou um acúmulo de pessoas na fila desde o início da manhã.
