Impacto do Bolsa Família e do SUAS na quebra do ciclo de violência doméstica

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Carla Pereira Barros, de 40 anos, superou 11 anos de violência doméstica com apoio do Bolsa Família e do Sistema Único de Assistência Social (SUAS). Formada em pedagogia pela Universidade Federal de Sergipe (UFS), ela hoje cursa Letras-Libras e devolveu o cartão do benefício após conseguir emprego como professora.

Em 2025, o Brasil registrou 15.453 casos de feminicídio, média de 42 por dia, e concedeu 621.202 medidas protetivas, segundo dados oficiais. O governo federal lançou os pactos Todos por Todas e de Enfrentamento ao Feminicídio para agilizar proteções, punir agressores e promover ações educativas.

A virada começou no CRAS

Carla vivia em Aracaju sob controle do ex-companheiro, que impedia seu acesso ao próprio salário. De acordo com seu relato, a mudança começou quando amigas a levaram ao Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) do bairro Enedina Bonfim dos Santos.

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“Por lá, havia reuniões com mães desempregadas que precisavam de ajuda. Foi aí que a minha história começou a mudar”, disse Carla. No CRAS, ela acessou o Bolsa Família, que usava escondida para comprar alimentos e pagar contas.

De porta em porta

Uma psicóloga do CRAS incentivou Carla a tentar o Enem. Após três tentativas, ela ingressou em pedagogia na UFS em 2018. Caminhava quatro quilômetros diários até conseguir auxílio-transporte.

Formada em 2023, Carla devolveu o cartão do Bolsa Família após receber seu primeiro salário. “Foi uma alegria imensa ter participado do programa”, afirmou. Ela também fez cursos de culinária no CRAS e planeja abrir uma confeitaria.

Bolsa Família e SUAS no Pacto Todos por Todas

A secretária nacional de Renda de Cidadania do MDS, Eliane Aquino, destacou que o Bolsa Família busca integrar beneficiários a outras políticas públicas. O SUAS, com CRAS e CREAS em todos os municípios, é a principal porta de entrada para mulheres em vulnerabilidade.

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O ministro Wellington Dias afirmou que esses equipamentos oferecem acolhimento, orientação e acesso a benefícios. Carla resumiu sua trajetória: “Eu sofri tanto que pensava que a vida não significava mais nada. Então Deus colocou vários anjos na minha frente”.

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