Espécies Exóticas Invasoras e sua Ameaça à Biodiversidade Brasileira

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**Espécies Exóticas Invasoras e sua Ameaça à Biodiversidade Brasileira**

As espécies exóticas invasoras estão entre as principais ameaças à biodiversidade global. Introduzidas fora de sua área natural, elas se disseminam rapidamente, alterando ecossistemas e competindo com espécies nativas. De acordo com o ICMBio, essas espécies comprometem a conservação em áreas protegidas.

A Convenção sobre Diversidade Biológica (CDB), tratado da ONU criado na ECO-92, define diretrizes para o tema. Segundo Tatiani Chapla, coordenadora de Manejo de Espécies Exóticas Invasoras do ICMBio, nem toda espécie exótica é invasora. “A alface, a soja e o milho são exóticas, mas não invasoras”, explica.

Espécies Exóticas Invasoras em Unidades de Conservação

Uma espécie exótica é considerada invasora quando causa impactos negativos à biodiversidade. No Brasil, o ICMBio atua no manejo dessas espécies dentro de unidades de conservação federais. A Portaria ICMBio nº 510/2025 reconhece uma lista de 316 espécies invasoras em 258 unidades.

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Tatiani Chapla destaca que a lista serve para monitoramento e priorização de ações. “Ela subsidia decisões estratégicas, como o manejo em áreas críticas”, afirma. A lista foi elaborada com base em 60 mil registros de pesquisas e contribuições de gestores.

Estratégias de Manejo e Prevenção

O manejo segue uma abordagem preventiva. A Detecção Precoce e Resposta Rápida (DPPR) é usada quando espécies invasoras são identificadas no início. Em casos consolidados, como o peixe-leão em Fernando de Noronha, o controle contínuo é necessário.

Em alguns cenários, a erradicação é possível, como no caso do coral-sol no Monumento Natural das Ilhas Cagarras (RJ), onde mais de quatro toneladas foram removidas. Já o javali é controlado por meio de armadilhas autorizadas pelo ICMBio.

Participação Social e Legislação

O Projeto de Lei 4760/25, aprovado pela Câmara, busca conter a leucena, espécie invasora que ameaça restingas e matas ciliares. Comunidades locais também são envolvidas no manejo, com diálogo sobre usos específicos, como segurança alimentar.

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O ICMBio reforça que o combate às invasões biológicas depende de cooperação entre governo, pesquisadores e sociedade. A transparência e o engajamento são essenciais para proteger a biodiversidade brasileira.

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