Belo Horizonte moderniza galpões de catadores com novas esteiras de triagem

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Esteiras de triagem horizontal foram instaladas em quatro galpões de cooperativas de catadores de material reciclável em Belo Horizonte. O objetivo é aprimorar as condições de trabalho e aumentar a eficiência na separação de resíduos recicláveis.

As cooperativas beneficiadas são a Coopesol Leste, a Coopersoli Barreiro, a Asmare (Unidade II) e a Coomarp. A instalação das esteiras visa otimizar o processo de triagem e a produtividade dos trabalhadores envolvidos.

Para a instalação das esteiras, a Prefeitura de Belo Horizonte realizou obras nos galpões. As intervenções incluíram melhorias no piso, construção de fosso e adaptações no sistema elétrico, conforme informações da PBH.

As esteiras são acompanhadas por equipamentos auxiliares. Entre eles, estão a moega de recepção de materiais, dutos de triagem, funil para rejeitos e carrinhos auxiliares para bags, que são posicionados sob as bicas de triagem e a calha de rejeitos.

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Equipes da Superintendência de Limpeza Urbana (SLU) acompanham o início dos trabalhos dos catadores. Os trabalhadores receberam orientações da empresa fabricante sobre a operação do maquinário, garantindo o uso adequado dos novos equipamentos.

A primeira esteira já está em funcionamento na cooperativa Asmare. As demais esteiras devem iniciar a operação em breve, após o treinamento dos trabalhadores e a conclusão de outras intervenções necessárias nos galpões.

O investimento total para este projeto foi de aproximadamente R$ 1 milhão. Os recursos foram provenientes do Programa Avançar Cidades, uma iniciativa do Governo Federal, conforme informações da Prefeitura de Belo Horizonte.

As esteiras, com aproximadamente 15 metros de comprimento, transportam os resíduos. Elas agilizam o processo de separação de materiais recicláveis, como papel, plástico, vidro e metal, otimizando a triagem.

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O material é depositado na moega, um compartimento inicial da esteira. Um motor elétrico movimenta o equipamento, fazendo com que os recicláveis percorram toda a extensão para a triagem.

Ao longo da estrutura, os catadores se posicionam para realizar a triagem dos materiais. Cada trabalhador é responsável por separar um ou mais tipos específicos de materiais, conforme chegam pela esteira.

Após a separação, os materiais são direcionados para dutos e caem em bags específicas para cada tipo de reciclável. Os rejeitos, sem valor comercial ou não recicláveis, seguem até o final da esteira, sendo depositados em um recipiente para envio ao aterro sanitário.

A esteira contribui para a saúde do catador, permitindo que o trabalho seja realizado em posição ereta. Isso evita a necessidade de abaixar e levantar repetidamente, prática comum no processo de triagem manual anterior.

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Silvana Maria Leal de Assis, presidente da Coopersoli, afirmou: “Essa esteira vai melhorar a nossa produção, pois antes realizávamos um retrabalho muito pesado. Com ela, teremos uma estrutura melhor e menos esforço físico. Estamos muito contentes com essa nova ferramenta, que representa um novo jeito de trabalhar”.

Karina Pereira dos Santos, catadora da Asmare desde 1994, observou um aumento na produtividade. “Com a instalação da esteira, a gente consegue triar de dois a três caminhões por dia. Antes não chegava a um, porque a gente tinha que pegar o material do chão, jogar na banca e separar tudo manualmente”, explicou.

Karina, que também atua como secretária da Asmare, destacou a satisfação da equipe. Ela avalia que a tecnologia reduz o cansaço das horas de trabalho. “O material já cai separado nas bags e vai direto para as caçambas, facilitando a prensagem nos fardos”.

Em Belo Horizonte, o programa de coleta seletiva integra associações e cooperativas de catadores de materiais recicláveis. A coleta seletiva porta a porta é realizada por seis entidades credenciadas pela SLU, através de chamamento público.

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Essas entidades são contratadas e remuneradas pela autarquia, que também disponibiliza seis caminhões compactadores para a atividade. O planejamento e a fiscalização do serviço permanecem sob a responsabilidade da SLU.

Todo o material recolhido na coleta seletiva é destinado pela PBH a essas entidades. A SLU também é responsável pela manutenção dos galpões e pelo pagamento do aluguel daqueles que não pertencem ao patrimônio da PBH.

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