Fhemig adia mais de 30 cirurgias eletivas em hospitais de BH devido a greve

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Servidores da Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais (Fhemig) decidiram, nesta quarta-feira (18), manter a greve por tempo indeterminado. A paralisação, iniciada na terça-feira (17), já causa o adiamento de dezenas de cirurgias eletivas em hospitais de Belo Horizonte, enquanto a categoria aguarda uma proposta do governo do estado para suas reivindicações.

De acordo com informações do jornal O Tempo, a Fhemig informou que no Hospital João XXIII, 23 procedimentos programados foram adiados. No Complexo de Especialidades, que abrange os hospitais Júlia Kubitschek e Alberto Cavalcanti, outras oito cirurgias eletivas também precisaram ser remarcadas devido à paralisação dos servidores, totalizando 31 procedimentos adiados até o momento.

A fundação assegura que os atendimentos de urgência e emergência continuam sendo realizados normalmente em todas as unidades da rede. A Fhemig também comunicou que, nas demais unidades, a adesão ao movimento grevista foi considerada pontual, não havendo interrupção significativa nos atendimentos assistenciais prestados à população do Sistema Único de Saúde (SUS).

As equipes da fundação estão contatando os pacientes que tiveram seus procedimentos adiados para reavaliar os casos e reorganizar as agendas. A entidade afirmou em nota que o objetivo é garantir que as cirurgias sejam realizadas com brevidade e segurança, reforçando o compromisso com a assistência à população e o monitoramento contínuo da situação para garantir o funcionamento dos serviços.

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A decisão de manter a greve por tempo indeterminado foi tomada pelos trabalhadores em uma reunião realizada na tarde desta quarta-feira (18). O encontro ocorreu em frente à Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), no bairro Santo Agostinho, em Belo Horizonte, após a ausência de uma proposta por parte do governo estadual para as pautas da categoria.

Greve continua por tempo indeterminado

A paralisação deve prosseguir até que o governo apresente uma proposta para as reivindicações dos trabalhadores. “A greve é por tempo indeterminado, até que haja uma proposta por parte do governo que resolva os problemas que motivaram o movimento”, explicou Carlos Martins, presidente da Associação dos Trabalhadores em Hospitais de Minas Gerais (Asthemg) e do Sindicato dos Trabalhadores da Rede Fhemig (Sindpros).

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