Foto: Flávio Tavares/ O TEMPO
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Zema deixa o governo de Minas Gerais com opiniões reveladas em entrevista exclusiva

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O governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), renuncia ao cargo neste domingo (22) para se dedicar à sua campanha para a Presidência da República. Com a saída, o vice-governador Mateus Simões (PSD) assume o comando do Executivo estadual. Simões, que concorrerá ao cargo nas eleições de outubro, terá a cerimônia de posse realizada na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG).

A transmissão do posto ocorrerá no Palácio da Liberdade, também no domingo. Em entrevista concedida ao jornal O Tempo na última sexta-feira (20), na Cidade Administrativa, Zema avaliou sua gestão. “Eu falo que nós fizemos muito. Mas, mesmo assim, o cargo é quase uma máquina de frustrações. Eu gostaria de ter feito 5.000 coisas, fiz 2.000”, afirmou o governador.

Sobre a situação fiscal do estado, Zema mencionou a recente recomposição salarial de 5,4% para os servidores, destacando a necessidade de cautela. “É hora de termos precaução. Qualquer descuido que tivermos, o estado vai entrar no vermelho e voltar a atrasar salários. Eu governei esses sete anos com o nariz no nível da água”, declarou.

No cenário da pré-campanha presidencial, Zema comentou o crescimento do senador Flávio Bolsonaro nas pesquisas. “Eu fico muito satisfeito de um candidato da direita estar crescendo. Eu falo que a direita, apesar de ter vários candidatos, está trabalhando lado a lado. E estaremos todos juntos no segundo turno”, disse ele, segundo a publicação do jornal O Tempo.

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Ele negou ter recebido convites formais para ser vice na chapa de Flávio Bolsonaro e reafirmou que levará sua candidatura até o final. “Eu sei muito bem como as coisas mudam durante o processo eleitoral. Então, tem muita imprevisibilidade”, justificou, lembrando seu desempenho inicial nas pesquisas para o governo de Minas há oito anos.

Críticas ao Supremo Tribunal Federal

Uma das principais bandeiras de sua pré-campanha, segundo Zema, são as críticas ao Supremo Tribunal Federal (STF). “Quem é que está batendo nesses absurdos do Supremo Tribunal Federal? Qual candidato está batendo? Acho que sou só eu”, declarou. Ele defendeu o impeachment de ministros que, em sua visão, estariam no tribunal para “fazer negócio”.

Zema citou nominalmente os ministros Alexandre de Moraes e Dias Toffoli. “Estão envolvidos até o pescoço com o Banco Master”, acusou o governador, conforme a entrevista concedida ao jornal O Tempo. Ele afirmou que é preciso mudar a composição da corte para atender ao “interesse do povo brasileiro” e não para o enriquecimento de seus membros.

Sobre as alianças em Minas Gerais, Zema detalhou o acordo com o PSD de Gilberto Kassab, que envolve seu apoio a Mateus Simões para o governo do estado, com a indicação do vice na chapa pelo partido Novo. “Se for diferente, aí vai ter que rever tudo”, pontuou.

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O governador também comentou o episódio em que postou um vídeo comendo banana com casca. Ele explicou que foi uma resposta ao que considerou um “deboche” do governo federal com a população. “E deboche, eu acho que você tem que tratar da mesma maneira”, disse, afirmando que a ideia foi sua e que não se arrepende.

Ao final da entrevista para O Tempo, Zema deu opiniões sobre outros políticos. Ele classificou o presidente Lula como “totalmente ultrapassado e incompetente” e o ex-prefeito Alexandre Kalil como “um desagregador, incompetente”. Em contrapartida, elogiou seu sucessor, Mateus Simões, como “extremamente competente, uma mente brilhante”, e o senador Rodrigo Pacheco por ter olhado “pelos interesses de Minas Gerais.”

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