Mateus Simões (PSD) assumiu o governo de Minas Gerais neste domingo (22), após a renúncia de Romeu Zema para concorrer às eleições presidenciais. A cerimônia de posse ocorreu na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) e foi conduzida pelo presidente da casa, Tadeu Leite (MDB). Simões cumprirá o mandato até o final de 2026, assumindo o comando do Executivo estadual.
O novo governador cumpriu os ritos protocolares, passando pelo corredor dos Dragões da Inconfidência, entregando sua declaração de bens e assinando o termo de posse. A sucessão foi formalizada em seguida no Palácio da Liberdade, onde recebeu o Colar da Inconfidência. A cerimônia marcou a transição oficial do poder no estado, conforme os procedimentos constitucionais previstos para a ocasião.
Em seu discurso na ALMG, Mateus Simões ressaltou a continuidade do trabalho e a importância da colaboração com deputados, prefeitos e servidores públicos. Ele mencionou nominalmente a prefeita de Uberaba, Elisa Araújo, e a de Juiz de Fora, Margarida Salomão, estendendo elogios aos 853 gestores municipais. Simões também destacou o papel do funcionalismo para o avanço do estado.
De acordo com informações do jornal O Tempo, enquanto a posse ocorria, servidores públicos protestavam em frente à ALMG. O grupo, composto por professores, policiais civis e funcionários do meio ambiente, manifestava-se contra o governo. Denílson Martins, do Sindipol-MG, denunciou um suposto sucateamento das estruturas de segurança. A área contou com reforço da cavalaria da Polícia Militar.
Giro pelo interior e transferência da capital
Na ocasião, Mateus Simões anunciou um giro de 100 dias pelo interior mineiro, denominado “Governo Presente”. A iniciativa terá início em Uberlândia, no Triângulo Mineiro, no dia 26 de março. Durante este período, a capital do estado será transferida temporariamente para cidades-polo regionais. Simões planeja manter uma presença mínima em Belo Horizonte, focando em agendas essenciais na capital.
