Hospital Infantil João Paulo II em BH registra aumento de 65% nos atendimentos de doenças respiratórias

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O Hospital Infantil João Paulo II, em Belo Horizonte, registrou um aumento de 65% na demanda por pronto atendimento e de 38% no volume de internações. O crescimento é atribuído ao início do período sazonal de doenças respiratórias, como nasofaringite e bronquiolite. A unidade, que integra a Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais (Fhemig), está se reestruturando para absorver o fluxo de pacientes.

Segundo a Fhemig, o aumento da demanda é um evento recorrente nesta época do ano. “Isso ocorre tradicionalmente entre março e maio, com a chegada do outono, que caracteriza o período sazonal para doenças respiratórias”, informou a instituição em nota. Os diagnósticos mais comuns que motivam a busca por atendimento incluem também bronquite, asma e otite, refletindo o cenário esperado para a estação.

Para absorver o fluxo de pacientes, a unidade passou por uma reestruturação em sua capacidade. A Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) recebeu sete novos leitos, enquanto a enfermaria foi ampliada com mais 19 vagas. Na área de atendimento ambulatorial, foram abertos dois novos consultórios e criados cinco pontos adicionais na sala de medicação, otimizando o atendimento aos pacientes.

O incremento estrutural é acompanhado pelo reforço no quadro de funcionários. Ao todo, 150 novos profissionais foram integrados à equipe do Hospital João Paulo II, incluindo 34 médicos, 10 enfermeiros, 69 técnicos de enfermagem e 18 fisioterapeutas respiratórios. Há ainda a previsão de abertura de outros oito leitos na sala de decisão clínica, conforme a necessidade da unidade hospitalar.

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Ampliação da Rede e Investimentos

De acordo com informações do jornal O Tempo, outras unidades como os hospitais Júlia Kubitschek e Eduardo de Menezes já operam com capacidade ampliada. Essas unidades possuem diretrizes para a abertura de novos leitos de terapia intensiva caso o limite de ocupação seja atingido, como parte do plano de contingência do estado para o período de outono.

O governo de Minas Gerais anunciou um investimento de R$ 15 milhões para a rede. O recurso é destinado à ampliação da assistência nestas unidades e também na Maternidade Odete Valadares. O objetivo é garantir o suporte necessário para o atendimento à população durante os meses de maior incidência de doenças respiratórias, que sobrecarregam o sistema de saúde.

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