Nova espécie de ‘ave do terror’ identificada no Brasil por pesquisadores

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Pesquisadores brasileiros identificaram uma nova espécie de “ave do terror” a partir de um fóssil encontrado no sul da Bahia. O animal, que viveu há cerca de 25 mil anos, pode ter sido um dos últimos de seu grupo a habitar o Brasil. A descoberta foi detalhada em um estudo publicado em março, após a reanálise de um osso que integra a coleção do Museu de Ciências Naturais da PUC Minas.

Batizada de *Eschatornis aterradora*, a espécie foi descrita em um estudo no periódico científico Papers in Palaeontology. De acordo com informações do jornal O Tempo, a identificação só ocorreu após a reanálise do fóssil, que havia sido encontrado na Toca dos Ossos, na Bahia, e classificado inicialmente como pertencente a um urubu. A pesquisa foi conduzida por cientistas da PUC Minas e da Universidade Federal da Bahia (UFBA).

Novas técnicas, como datação por radiocarbono e análise isotópica, permitiram corrigir a identificação e descrever a espécie. Diferente das aves do terror gigantes já conhecidas, esta era menor, com poucos centímetros a mais que uma seriema, seu parente vivo mais próximo. Estima-se que o animal pesava cerca de 6 quilos e, devido ao seu porte, provavelmente se alimentava de presas pequenas, representando um dos registros mais recentes do grupo.

O que são as “aves do terror”

As aves do terror, do grupo Phorusrhacidae, foram predadores que viveram entre 53 milhões e 25 mil anos atrás. Eram animais carnívoros e incapazes de voar, com algumas espécies atingindo até 3 metros de altura, o que as colocava no topo da cadeia alimentar de sua época. Elas são consideradas descendentes diretas de dinossauros que sobreviveram à extinção em massa e se espalharam por diferentes regiões.

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