As obras de construção da nova sede da UEMG em Ubá estão previstas para iniciar em novembro deste ano. A conclusão da edificação está estimada para 2028, em um terreno doado pela prefeitura municipal.
O anúncio foi feito pelo subsecretário da Secretaria de Estado de Educação (SEE/MG), Silas Fagundes de Carvalho. A declaração ocorreu durante audiência pública da Comissão de Educação, Ciência e Tecnologia da Assembleia Legislativa de Minas Gerais.
A audiência, realizada em 8 de abril, foi convocada para discutir soluções para os danos causados à Unidade Acadêmica. Os problemas foram decorrentes do período chuvoso no início do ano.
De acordo com Carvalho, o projeto para a construção da nova sede existe desde 2016. Atualmente, ele está sendo atualizado pela Secretaria de Estado de Infraestrutura, Mobilidade e Parcerias (Seinfra).
“A ordem do governador é assim que o projeto estiver pronto, licitar imediatamente”, informou o subsecretário. A expectativa é que a licitação ocorra logo após a finalização do projeto.
Segundo a reitora da UEMG, professora Lavínia Rosa Rodrigues, presente na audiência pública, o custo estimado para a edificação é de até R$ 25 milhões. O valor se refere à construção no terreno cedido pela prefeitura municipal.
“Nós queremos ter o patrimônio estrutural à altura da produção dos profissionais que atuam nas nossas unidades acadêmicas”, afirmou a reitora, destacando a importância de uma infraestrutura adequada.
Além da nova sede, a comunidade acadêmica da UEMG solicitou um aporte emergencial de R$ 7 milhões. Este valor seria destinado à reposição de equipamentos e material didático perdidos.
A liberação desse valor foi prometida pelo subsecretário até o final de abril. A medida visa mitigar os prejuízos sofridos pela instituição.
UEMG Ubá
A diretora da UEMG Ubá, Kelly Silva, informou que a Unidade possui 400 estudantes matriculados. Eles estão distribuídos em cinco cursos e são oriundos de quase 20 municípios da Zona da Mata.
A instituição já formou mais de 600 profissionais. Estes atuam em diferentes estados do Brasil e também no exterior, conforme ressaltou a diretora.
“Apesar de estarmos em um galpão improvisado, trabalhamos muito e conquistamos vitórias importantes. Imaginem o que seremos capazes de fazer em um espaço adequado”, enfatizou Kelly Silva.
Segundo a diretora, a instituição foi atingida por enchentes em outras cinco ocasiões. No entanto, nenhuma delas teve a mesma potência de destruição observada na última ocorrência.
A cobertura completa da audiência pública pode ser acessada na página da Assembleia Legislativa de Minas Gerais.
