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MPMG solicita prisão preventiva de suspeito por homicídio de gari

O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) solicitou à Justiça a conversão da prisão em flagrante para preventiva do empresário Renê da Silva Nogueira Júnior, de 47 anos, acusado de homicídio contra o gari Laudemir de Souza Fernandes. A decisão foi acatada em audiência de custódia realizada na manhã desta quarta-feira (13/8). O MPMG justificou o pedido pela necessidade de garantir a ordem pública e dar condições à investigação.

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De acordo com o promotor Alderico de Carvalho Júnior, o perfil de Renê, que já apresentou comportamento agressivo em ocorrências anteriores, foi um fator determinante para a solicitação. “Nos autos em flagrante, ele teve um comportamento destemperado e agressivo, ameaçando a motorista do caminhão de limpeza urbana com uma arma de fogo, ameaçando os garis que exerciam seu trabalho naquele momento e efetuando um covarde disparo contra o gari Laudemir”, afirmou o promotor.

Segundo O TEMPO, Renê já foi acusado de homicídio culposo em 2011, no Rio de Janeiro, além de envolvimento em crimes de lesão corporal, extorsão e perseguição. Com a prisão preventiva, ele deve ser transferido para um presídio comum, já que aguardava a decisão no Centro de Remanejamento de Presos (Ceresp) da Gameleira.

O crime

Na manhã de segunda-feira (11/8), por volta das 9h, uma confusão no trânsito no bairro Vista Alegre, em Belo Horizonte, resultou na morte do gari Laudemir de Souza Fernandes. Um caminhão de coleta de lixo estava parado quando um carro BYD cinza se aproximou. O motorista do carro, identificado como Renê, teria ameaçado a condutora do caminhão e atirado contra Laudemir, que foi atingido na região torácica e não resistiu aos ferimentos.

Renê foi localizado pela polícia na tarde do mesmo dia em uma academia no bairro Estoril e preso sem resistência. Testemunhas relataram que, após o disparo, ele “saiu tranquilo e com semblante de bravo”. A vítima, Laudemir de Souza Fernandes, era descrita por colegas e familiares como trabalhador e dedicado à família.

A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) está analisando imagens de câmeras de segurança para confrontar a versão de Renê, que negou a autoria do crime. A investigação continua, com a análise de depoimentos e provas materiais.

Renê, que possui uma extensa ficha criminal, é acusado de homicídio duplamente qualificado e ameaça. A esposa de Renê, a delegada Ana Paula Lamego Balbino, não tinha conhecimento do envolvimento do marido no crime até sua prisão.

O caso segue sob investigação da Polícia Civil, que busca esclarecer todos os detalhes do ocorrido e garantir a responsabilização dos envolvidos.

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