Operação Compliance Zero investiga corrupção no sistema financeiro

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A Operação Compliance Zero, deflagrada pela Polícia Federal (PF), avançou para sua quarta fase com foco na investigação de corrupção no alto escalão do sistema financeiro e em esquemas de lavagem de dinheiro. De acordo com o Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), foram cumpridos dois mandados de prisão preventiva e sete de busca e apreensão no Distrito Federal e em São Paulo.

A fase atual apura o pagamento de vantagens indevidas a agentes públicos envolvidos em negociações sob investigação. Os mandados foram emitidos pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Participaram da divulgação o ministro da Justiça, Wellington Lima, e autoridades da PF, como o diretor-executivo William Murad.

Segundo Murad, a operação é complexa e envolve diferentes fases interligadas. Ele destacou que parte das investigações permanece sob sigilo. Wellington Lima reforçou que as informações divulgadas respeitam os limites legais. “É dever prestar informações à população, mas com rigorosa observância do sigilo”, afirmou.

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Etapas da operação

A Operação Compliance Zero foi iniciada em novembro de 2025 para investigar fraudes no sistema financeiro, especialmente a emissão de títulos de crédito falsos. As investigações começaram em 2024 após requisição do Ministério Público Federal.

Na primeira fase, em novembro de 2025, a PF apurou negociações de créditos fraudulentos entre instituições financeiras. Foram cumpridos 25 mandados de busca, sete prisões e bloqueados R$ 1,3 bilhão. O então presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, foi afastado.

A segunda fase, em janeiro de 2026, investigou fraudes estruturais no sistema financeiro, com uso de fundos para sustentar o esquema. Foram cumpridos 42 mandados de busca e apreensão, uma prisão e bloqueio de R$ 6 bilhões.

Na terceira fase, em março de 2026, a PF apurou corrupção de agentes públicos e obstrução de justiça, resultando em quatro prisões e afastamento de dois servidores do Banco Central.

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A quarta fase, em andamento, concentra-se na corrupção de gestores e na lavagem de dinheiro decorrente desses atos. Os investigados podem responder por crimes como organização criminosa, gestão fraudulenta e manipulação de mercado.

Até o momento, medidas judiciais incluem bloqueio de R$ 22 bilhões em bens, além de prisões e afastamentos. A PF afirmou que novas fases podem ser deflagradas conforme as investigações avançarem.

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