El Niño pode afetar o Rio Grande do Sul

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O fenômeno El Niño-Oscilação Sul (ENOS) pode influenciar o clima no Rio Grande do Sul nos próximos anos, segundo projeções climáticas. O fenômeno é caracterizado por mudanças na temperatura do Oceano Pacífico e na circulação atmosférica, afetando padrões de chuva e temperatura.

De acordo com o Centro de Previsão Climática (CPC) da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica (NOAA), há 80% de chance de neutralidade climática até junho de 2026. A partir de maio-junho-julho, a probabilidade de formação do El Niño ultrapassa 60%, podendo chegar a 90% no segundo semestre.

Probabilidades do fenômeno El Niño em 2026
Figura 1: Probabilidades oficiais do CPC/NOAA para o Índice Oceânico Relativo (RONI). Fonte: CPC/NOAA.

O Rio Grande do Sul tem clima subtropical úmido, com chuvas influenciadas por frentes frias e sistemas convectivos. Durante eventos de El Niño, o transporte de umidade da Amazônia para o estado aumenta, elevando o risco de tempestades e acumulados de chuva acima da média.

Figura 2: Anomalias de precipitação no Brasil durante eventos de El Niño forte (1961-2019). Fonte: INMET.

Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), o trimestre maio-junho-julho de 2026 pode ter chuvas acima da média no estado. A temperatura deve ficar próxima da média histórica. O monitoramento contínuo é essencial para antecipar possíveis impactos.

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O INMET alerta para a necessidade de acompanhar as atualizações dos boletins climáticos, especialmente com a possível evolução para El Niño em 2026. A interação entre o Pacífico e o Atlântico tropical pode intensificar os efeitos do fenômeno.

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