Professora de Belo Horizonte selecionada para programa de liderança feminina na França

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A professora Aline Neves Rodrigues Alves, da Escola Municipal Lídia Angélica, na Regional Pampulha, foi selecionada para o curso “Programa Lideranças Femininas na Gestão Pública”. Ela é uma das 45 gestoras do Brasil escolhidas para a iniciativa, promovida pela Fundação Dom Cabral (FDC) em parceria com a Caixa Econômica Federal.

A fase presencial do Programa ocorreu no campus do Instituto Europeu de Administração de Empresas (Insead), em Fontainebleau, na França. O curso registrou mais de 1500 inscrições em todo o território brasileiro, conforme informações da Prefeitura de Belo Horizonte.

O objetivo do programa é fortalecer e desenvolver lideranças femininas na gestão pública. A iniciativa busca capacitar as participantes para construir redes de trabalho, conduzir agendas estratégicas e promover a equidade.

Além disso, o curso visa inspirar novas gerações de servidoras públicas. “Hoje tenho certeza que cargo não define liderança; podemos ser lideranças formais a partir do cargo que ocupamos, mas também informalmente, simbolicamente, e isso é muito importante para nossas comunidades de aprendizagem”, afirmou a professora Aline Alves.

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A educadora ressaltou a importância de legitimar diversas vozes. “É preciso legitimar as vozes de mulheres cis, trans, com deficiência, negras, de todas as idades, territórios e origem, afinal, temos uma lacuna histórica das mulheres em espaços públicos, espaços de decisão”, declarou.

Iniciativas reconhecidas na Escola Municipal Lídia Angélica

Na Escola Municipal Lídia Angélica, Aline Neves desenvolveu iniciativas reconhecidas nacionalmente. Uma delas, o projeto “Intercâmbio Raízes: Angola e Brasil”, foi premiada na 8ª edição do Prêmio Educar 2022.

O prêmio é realizado pelo Centro de Estudos das Relações de Trabalho e Desigualdades (Ceert). O projeto “Intercâmbio Raízes: Angola e Brasil” foi iniciado em 2021 e envolveu estudantes da escola e do Instituto Politécnico Edik Ramon, em Luanda, Angola.

Os participantes investigaram coletivamente as conexões interculturais entre os dois países. Os temas abordados incluíram hábitos alimentares e agrícolas, a influência banta na língua portuguesa e a tradição nas fases da globalização.

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Outros tópicos explorados foram as culturas religiosas tradicionais e os movimentos sociais negros em ocorrência nos países. A EM Lídia Angélica também implementou o Programa de Equidade.

Este programa consiste em uma série de ações sistematizadas para tratar casos de discriminação. Inclui iniciativas pedagógicas formativas e de gestão escolar, visando a promoção da equidade no ambiente educacional.

Aline Alves explicou que o Programa Lideranças Femininas contribuirá para fortalecer um dos eixos do projeto. Este eixo envolve a parceria com instituições de pesquisa e, possivelmente, o eixo público-privado.

Outra iniciativa é o Coletivo Vozes e Raízes, formado por estudantes autodeclarados negros/as dos anos finais do Ensino Fundamental. O coletivo é conduzido por um grupo gestor de professores antirracistas.

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Criado em 2022 e fortalecido em 2025, o projeto tem como propósito fortalecer a identidade dos estudantes negros da escola. Busca também impactar a aprendizagem dos participantes e provocar a implementação de ações afirmativas no interior da escola.

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