O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) Regional Ipatinga, deflagrou nesta terça-feira (28) a Operação K9. A ação, em conjunto com as polícias Civil e Militar, visa cumprir 47 mandados de busca e apreensão e dez mandados de prisão.
Os mandados estão sendo executados na região do Vale do Aço, em outras cidades de Minas Gerais, e em municípios dos estados do Pará, Bahia, Pernambuco e Piauí. Uma entrevista coletiva será concedida hoje, às 15h, na sede do Gaeco Regional de Ipatinga, localizada na avenida Japão, 369, bairro Cariru, em Ipatinga.
O nome da operação, K9, refere-se ao apelido atribuído pelo PCC (Primeiro Comando da Capital) ao principal alvo da investigação. A operação é resultado de um procedimento investigatório iniciado há aproximadamente um ano.
A investigação apura uma ramificação do PCC dedicada ao tráfico de drogas e outros crimes. Esta organização é responsável por transportar entorpecentes do Mato Grosso do Sul para o Vale do Aço e outras cidades da região.
Por meio de recursos de inteligência policial, o Gaeco identificou a estrutura da ramificação do PCC, desde a base até a liderança. A conduta de cada membro foi individualizada durante o processo investigativo.
Antes da operação desta terça-feira, ações controladas resultaram em prisões em flagrante, apreensões de drogas, armas, veículos e valores. Essas ações foram parte do trabalho de inteligência que precedeu a deflagração da Operação K9.
Bloqueio de Contas e Reversão de Bens
Com o objetivo de impactar a saúde financeira dos integrantes da organização criminosa, o Gaeco solicitou à Justiça o bloqueio de contas bancárias dos investigados. Empresas laranjas, utilizadas para lavagem de dinheiro do tráfico, também tiveram suas contas bloqueadas.
O Gaeco irá requisitar judicialmente que valores, imóveis e carros de luxo, adquiridos por meio do tráfico de drogas, sejam revertidos ao estado de Minas Gerais. Esta medida visa descapitalizar a organização criminosa e recuperar bens para o poder público.
Os investigados responderão por crimes como homicídio, associação ao tráfico, tráfico de drogas, organização criminosa e lavagem de capitais. As penas máximas para esses crimes somam 73 anos de reclusão.
A operação desta terça-feira foi coordenada pelo Gaeco Regional Ipatinga e contou com a participação de quatro promotores de Justiça. Um total de 156 policiais das polícias Civil e Militar também estiveram envolvidos na ação.
Houve apoio dos canis de ambas as instituições e o emprego de um helicóptero da Polícia Militar. A operação também recebeu suporte dos Gaecos dos estados do Pará, Piauí, Bahia e Pernambuco, demonstrando uma coordenação interestadual.
