**Engajamento social avança com o Programa Monitora**
O Programa Nacional de Monitoramento da Biodiversidade (Monitora), criado pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), completa 12 anos com atuação em mais de 100 Unidades de Conservação (UCs) federais. A iniciativa integra dados científicos com o conhecimento de comunidades locais para avaliar o estado da biodiversidade brasileira.
De acordo com o ICMBio, o programa é estruturado em três subprogramas: Terrestre, Aquático Continental e Marinho-Costeiro. Os dados coletados subsidiam políticas públicas ambientais, como a avaliação de risco de extinção de espécies. O Monitora foi instituído pela [Instrução Normativa nº 3/2017](https://www.gov.br/icmbio/pt-br/acesso-a-informacao/institucional/legislacao/instrucoes-normativas/arquivos/intrucao_normativa_03_2017.pdf) e reformulado pela [Instrução Normativa nº 2/2022](https://www.gov.br/icmbio/pt-br/assuntos/monitoramento/IN_ICMBio_02_2022_reformula_programa_monitora.pdf).
Participação comunitária e resultados
Moradores, voluntários e povos tradicionais são essenciais para o Monitora. João Alves, 58, morador do entorno da Reserva Biológica do Gurupi (MA), começou como participante e hoje atua como Agente Temporário Ambiental (ATA). “Aprendi a amar os bichos e explico a importância da reserva para a comunidade”, relata.
Na Rebio Gurupi, os dados do programa identificaram queda no Índice Fotográfico da Vida Selvagem (WPI), indicando perda de biodiversidade. As informações motivaram ações contra caça ilegal e campanhas de vacinação para animais domésticos.
Ciência e inclusão social
O Monitora também recebe voluntários de diferentes áreas. A psicóloga Letícia Alves, 39, e o economista Dennis Hyde, 44, participaram do programa em três parques nacionais. “Aprendemos a registrar avistamentos com rigor. Foi fundamental para entender como se faz conservação”, explica Hyde.
Segundo o ICMBio, os resultados do monitoramento são debatidos em eventos como o Seminário Brasileiro sobre Áreas Protegidas e Inclusão Social (Sapis), que reúne pesquisadores, gestores e comunidades tradicionais.
O programa segue como uma das principais estratégias do ICMBio para conservação da biodiversidade, unindo conhecimento científico e saberes locais.
