Foto: Imagem: Luis Molinero | Shutterstock
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Como se preparar para o vestibular preservando a saúde mental

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A preparação para o vestibular representa um período de grande pressão para estudantes. Para orientar os candidatos, a psicóloga Gabriela Rudnik, presidente do Instituto Fliegen, listou uma série de recomendações para conciliar os estudos com a saúde mental, focando em organização e constância para evitar o esgotamento comum nesta fase, que antecede a busca por uma vaga no ensino superior.

De acordo com informações do portal O Tempo, a preparação para vestibulares é um período desafiador para estudantes, marcado por pressão e longas jornadas de estudo. O cenário competitivo é reforçado por dados do Ministério da Educação (MEC), que indicam que mais de 1,3 milhão de inscritos no Enem 2025 eram concluintes do ensino médio da rede pública, destacando a importância do exame.

Neste contexto, a psicóloga Gabriela Rudnik afirma que o erro mais comum é acreditar que o processo de estudos precisa ser baseado na exaustão. Segundo ela, muitos estudantes iniciam a jornada acreditando que precisarão abrir mão da saúde mental e do descanso para obter a aprovação, o que pode gerar um grande desgaste desde o início do processo de preparação para as provas.

“Muitos estudantes começam já acreditando que vão precisar abrir mão da saúde mental, do descanso e até da própria identidade para conseguir aprovação, e isso costuma gerar um desgaste muito grande logo no início”, explica a psicóloga.

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A especialista orienta que, antes de montar um cronograma, o estudante deve focar no autoconhecimento. Compreender a própria forma de aprender, as dificuldades e a realidade emocional é fundamental para construir uma preparação mais sustentável. Observar-se com mais consciência e reduzir comparações com outros candidatos ajuda a criar uma rotina de estudos que seja possível de ser cumprida e menos desgastante.

Foco no processo e não apenas no resultado

A criação de uma rotina eficiente é aquela que pode ser mantida a longo prazo, e não a que ocupa todas as horas do dia. O ideal é estabelecer uma organização realista, que respeite os limites físicos e emocionais. Trabalhar com pequenas metas diárias, equilibrando estudo, descanso e lazer, ajuda a reduzir a ansiedade e a manter a constância nos estudos, evitando a frustração.

A psicóloga também aponta que a ansiedade surge quando o estudante condiciona seu valor pessoal ao resultado da prova. É fundamental separar o desempenho acadêmico da identidade pessoal, pois o vestibular não define a inteligência ou o futuro do candidato. Manter uma rotina organizada, praticar atividades físicas e buscar formas de regulação emocional são estratégias que auxiliam nesse processo de dissociação.

Entre os erros que prejudicam o rendimento, está o estudo por longas horas sem qualidade, confundindo quantidade com produtividade. Outro equívoco comum é a comparação constante com outros estudantes, desconsiderando que cada pessoa possui um ritmo e uma realidade distintos. Além disso, negligenciar o sono, a alimentação e o descanso impacta diretamente a memória, a concentração e o desempenho cognitivo geral do candidato.

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A importância da constância e do descanso

Rudnik esclarece que não se deve esperar a motivação para começar a estudar. Na prática, a motivação frequentemente surge após o início da ação. O que sustenta a preparação ao longo do tempo não é um estado de motivação constante, mas sim o compromisso com o objetivo e a disciplina para continuar as atividades mesmo em dias mais difíceis, mantendo o foco no planejamento.

O foco deve ser na constância, e não na perfeição. Isso está mais ligado a uma disciplina possível do que a uma cobrança extrema. Estabelecer horários organizados, metas alcançáveis e manter o hábito de estudo, mesmo com pouca vontade, são fatores diferenciais. Celebrar pequenas conquistas e entender que dias ruins fazem parte do processo também é importante para não levar à desistência do objetivo final.

Por fim, o descanso não deve ser encarado como um prêmio, mas como parte essencial da preparação. O sono e as pausas adequadas são fundamentais para a consolidação da memória, aprendizagem, concentração e para o equilíbrio emocional. A exaustão constante leva o cérebro a uma sobrecarga, o que pode aumentar a ansiedade e prejudicar o desempenho geral. Preparar-se de forma eficaz também envolve saber descansar.

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