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O projeto Vale do Lítio, iniciativa do Governo de Minas para fortalecer a cadeia produtiva do mineral, completa três anos com impacto positivo no PIB dos municípios do Vale do Jequitinhonha. De acordo com dados do IBGE, a região registrou R$ 12,56 bilhões em 2023, com destaque para cidades como Araçuaí e Itinga, onde o PIB mais que dobrou desde 2021.
Em Araçuaí, o crescimento foi de 108,1%, enquanto Itinga registrou aumento de 91,3% no mesmo período. O PIB per capita também avançou: 122,7% em Araçuaí e 109,5% em Itinga. Araçuaí atingiu o maior valor per capita da região (R$ 31,5 mil), superando municípios com população maior, como Téofilo Otoni.
Pesquisa e inovação
A Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig) destinou R$ 13,2 milhões a projetos relacionados ao lítio. Pesquisadores da UFVJM desenvolvem estudos para reaproveitar rejeitos da mineração. “O rejeito pode ter valor agregado, especialmente na agricultura”, afirma o professor Alexandre Sylvio da Costa, responsável por um projeto de fertilizantes.
Outra frente de pesquisa busca desenvolver baterias de lítio. “Queremos criar tecnologias nacionais para inserir o país nessa cadeia produtiva”, diz Douglas Santos Monteiro, professor da UFVJM.
Investimentos e empregos
Desde 2023, o Vale do Lítio atraiu R$ 6,9 bilhões em investimentos privados, com previsão de gerar 6 mil empregos. Um dos destaques é o aporte de R$ 220 milhões da indiana Altman na Companhia Brasileira de Lítio (CBL), para ampliação da refinaria em Divisa Alegre.
Segundo a secretária de Estado de Desenvolvimento Econômico, Mila Corrêa da Costa, o projeto diversificou a economia local. “Além dos empregos diretos, setores como comércio e serviços também se beneficiam”, afirmou.
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