Pesquisadores do Instituto de Ciências Biológicas (ICB) da UFMG desenvolveram um anticorpo monoclonal capaz de neutralizar toxinas do veneno de serpentes do gênero Bothrops, que inclui espécies como jararacas. O objetivo é reduzir hemorragias e necrose tecidual causadas por esses envenenamentos.

De acordo com Carlos Orlótegui, professor do Departamento de Bioquímica e Imunologia da UFMG, o anticorpo age como uma “chave precisa” ao se ligar especificamente às toxinas hemorrágicas do veneno. Ele explica que anticorpos monoclonais reconhecem apenas uma parte específica do antígeno.
Orlótegui detalha que esses anticorpos são produzidos a partir de hibridomas, células híbridas geradas em laboratório. Segundo o pesquisador, o processo resulta em lotes homogêneos, permitindo a criação de antivenenos com capacidade neutralizante total contra toxinas específicas.
A tecnologia, já usada no tratamento de câncer e doenças inflamatórias, pode se tornar uma alternativa no combate a acidentes com animais peçonhentos.