A Prefeitura de Belo Horizonte (PBH) distribui coleiras impregnadas com inseticida em áreas com alta incidência de Leishmaniose Visceral em humanos. O objetivo é repelir o mosquito-palha, vetor da doença, e controlar sua disseminação. A Leishmaniose Visceral é uma doença grave, e o cão é o principal reservatório em áreas urbanas.
As coleiras também contribuem para o controle de moscas, pulgas e carrapatos. Eduardo Viana, diretor de Zoonoses, afirma que a meta principal é prevenir a infecção em cães e, consequentemente, reduzir a ocorrência da leishmaniose em humanos.
O encoleiramento de cães é uma ação programada, acordada com o Ministério da Saúde, e implementada em áreas específicas. A seleção dessas áreas considera a incidência de casos humanos, o índice de cães positivos e a vulnerabilidade social. As coleiras são substituídas a cada seis meses.
Desde 2023, aproximadamente 175 mil coleiras foram utilizadas, incluindo as trocas semestrais. Viana ressalta que o encoleiramento é uma medida complementar e não substitui outras ações preventivas relacionadas ao manejo ambiental.
Entre as medidas de controle da doença estão a capina e a limpeza rotineira de quintais. A remoção de troncos, folhas e frutos apodrecidos, fezes de animais e matéria orgânica acumulada é essencial. Esses ambientes, especialmente úmidos e sombreados, favorecem a proliferação do mosquito transmissor.
Exame gratuito para Leishmaniose Canina
A Prefeitura de Belo Horizonte oferece exame gratuito para diagnóstico da Leishmaniose em cães. A solicitação pode ser feita pelo Portal de Serviços da PBH ou pelo telefone 156. Após a solicitação e agendamento, uma equipe de zoonoses coleta sangue do animal no imóvel do solicitante.
Se o resultado for positivo, o responsável pelo animal é informado. Mediante autorização, o recolhimento do cão é agendado, seguindo a recomendação do Ministério da Saúde. O recolhimento do animal positivo ocorre somente após a assinatura de um termo de consentimento do responsável.
Informações sobre o processo de solicitação de exame para cães estão disponíveis no Portal de Serviços da Prefeitura.
A PBH também realiza o controle químico do mosquito-palha, transmissor da Leishmaniose, aplicando inseticida em áreas internas e externas de imóveis. Em 2023, cerca de 31 mil imóveis foram borrifados no município. Este ano, aproximadamente 3.500 imóveis receberam a aplicação.
Dados da Leishmaniose em Belo Horizonte
Em 2023, foram registrados 17 casos de leishmaniose visceral humana. Este ano, foram confirmados 3 casos. Em relação à leishmaniose visceral canina, em 2023, cerca de 4 mil cães testaram positivo para a doença. Este ano, aproximadamente 1.200 cães foram diagnosticados.
Mais informações sobre a doença estão disponíveis no Portal da PBH.
