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O Instituto Estadual de Florestas (IEF) reforça ações de conservação ambiental ao longo da Transespinhaço, trilha de mil quilômetros que atravessa a Serra do Espinhaço em Minas Gerais. O percurso conecta 53 unidades de conservação e mais de 40 municípios, integrando preservação da biodiversidade, turismo ecológico e desenvolvimento comunitário.
De acordo com o IEF, a iniciativa surgiu a partir do Plano de Ação Territorial Espinhaço Mineiro (PAT Espinhaço Mineiro) e hoje liga áreas protegidas como os parques estaduais do Itacolomi, Pico do Itambé, Rio Preto, Biribiri, Serra do Intendente e Serra Nova, além de unidades federais e municipais.
A diretora de Proteção à Fauna do IEF, Ariane Goulart, afirma que o projeto beneficia espécies ameaçadas. “O foco inclui 19 plantas, três peixes e dois invertebrados criticamente em perigo, além de impactar outras 1.787 espécies vulneráveis na região”, diz.
Integração com comunidades e ecoturismo
Além da conservação, o IEF atua na organização do uso público da trilha, promovendo ecoturismo e geração de renda local. Maria Auxiliadora Cotta, diretora de Unidades de Conservação, destaca a articulação entre parceiros. “Trabalhamos na ordenação da visitação e na consolidação da trilha como ferramenta de conservação”, explica.
A manutenção da Transespinhaço envolve montanhistas, guias, pesquisadores, voluntários e técnicos ambientais. Segundo a analista Lorena Miranda, as comunidades locais participam ativamente. “A governança é fortalecida por meio do PAT Espinhaço Mineiro”, ressalta.
O PAT integra o Projeto Pró-Espécies, estratégia nacional para proteger animais e plantas em risco. O plano já produziu mais de 30 materiais educativos e realizou 80 oficinas sobre biodiversidade, prevenção a incêndios e uso sustentável dos recursos naturais.
Para Marina Dias, diretora de Conservação do IEF, o legado do projeto é a criação de uma rede permanente de proteção. “O PAT consolidou parcerias que seguem atuando pela biodiversidade e desenvolvimento sustentável”, conclui.
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