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O Ministério da Cultura (MinC) iniciou sua participação no Rio2C 2026 com debates sobre economia criativa e integração ibero-americana. O evento ocorreu na Sala MinC Conecta, reunindo autoridades e especialistas para discutir políticas públicas e cooperação regional.
De acordo com o MinC, os painéis abordaram temas como desenvolvimento sustentável e redução de desigualdades por meio da cultura. O secretário-executivo do ministério, Márcio Tavares, destacou a importância da articulação entre os países ibero-americanos.
“O espaço ibero-americano é prioritário para nossa atuação. Só teremos força nos fóruns internacionais com uma cooperação fortalecida”, afirmou Tavares. Ele citou o Programa Ibero-Americano de Indústrias Culturais e Criativas (PIICC), criado em 2024, como resposta aos desafios regionais.
Os países ibero-americanos têm participação da economia criativa em seus PIBs variando entre 1,4% e 3,5%. Raphael Callou, da Organização de Estados Ibero-Americanos (OEI), ressaltou a cultura como direito fundamental e mencionou estudo sobre a Lei Rouanet.
“Cada R$ 1 investido na política gera retorno de R$ 7,53 para a economia”, disse Callou. Enrique Vargas, da Secretaria-Geral Ibero-Americana (SEGIB), defendeu maior articulação regional para proteger o setor cultural.
Experiências regionais em políticas culturais
Representantes de Equador, Peru e outros países compartilharam iniciativas locais. A vice-ministra equatoriana Romina Muñoz apresentou a Política Nacional de Fomento às Indústrias Culturais, planejada até 2035.
Karina Moreno, do Peru, destacou a Política Nacional de Cultura até 2030 e a criação do Registro Nacional de Trabalhadores da Cultura. “60% dos projetos apoiados precisam vir das regiões”, explicou.
Brasil e a política nacional de economia criativa
Márcio Tavares apresentou ações do MinC desde 2023, incluindo a retomada de financiamentos e a expansão territorial das políticas culturais. Ele anunciou que o governo deve oficializar a Política Nacional de Economia Criativa durante o Rio2C.
Claudia Leitão, secretária de Economia Criativa do MinC, destacou a criação do Observatório Brasileiro de Economia Criativa Celso Furtado. “A dimensão econômica fortalece a capacidade de diálogo do ministério”, afirmou.
Representantes de El Salvador, Paraguai e Cabo Verde também compartilharam experiências locais. O ministro salvadorenho Raúl Castillo relatou desafios após décadas de subfinanciamento cultural.
Humberto López, do Paraguai, mencionou a integração da cultura no planejamento nacional até 2050. Ivanildo Alves, de Cabo Verde, reforçou a necessidade de regulamentação para trabalhadores culturais.
A programação completa do MinC no Rio2C está disponível no site oficial.
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