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Boulos aborda superação do Mapa da Fome e futuros desafios no encontro do Consea

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O ministro Guilherme Boulos destacou a saída do Brasil do Mapa da Fome da ONU como um marco importante, mas alertou que o país ainda enfrenta desafios na segurança alimentar. A declaração foi feita durante a abertura do Encontro Nacional + 2 anos do Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Consea), nesta segunda-feira (8).

O evento, que segue até quarta-feira (10), tem como objetivo avaliar os avanços desde a 6ª Conferência Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional, realizada em 2023, e fortalecer políticas públicas no setor. De acordo com Boulos, a retomada de políticas públicas e a atuação de movimentos sociais foram fundamentais para os resultados alcançados.

O ministro, que também é secretário-geral do Consea, lembrou que o Brasil saiu do Mapa da Fome em julho de 2025, dois anos após um período crítico em 2022. “Sair do Mapa da Fome é um marco importante, mas é um ponto de partida e não de chegada”, afirmou.

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Entre os desafios citados estão a garantia de alimentação de qualidade para todos os brasileiros e o aumento de recursos para a agricultura familiar de base agroecológica. Boulos também destacou a soberania alimentar como prioridade, vinculando-a à soberania nacional.

Soberania alimentar e desafios globais

Segundo o ministro, o Consea pode contribuir para a construção de uma estrutura robusta de soberania alimentar em um cenário global instável. Ele mencionou a especulação no mercado de commodities, que encarece os alimentos, como um dos problemas a serem enfrentados.

Boulos ressaltou que o Brasil, mesmo sendo um dos maiores exportadores de agronegócio, precisa fortalecer suas cadeias produtivas internas. O governo assumiu o compromisso de apoiar a agricultura familiar como estratégia para garantir alimentos acessíveis à população.

A abertura do encontro contou com a participação da presidenta do Consea, Elisabetta Recine, e representantes de movimentos sociais e órgãos governamentais, como a Articulação do Semi-Árido Brasileiro (ASA) e a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

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