O Programa Colmeia de Minas foi lançado em 10 de junho, em Belo Horizonte, na sede da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig). A iniciativa, criada pela Federação Mineira de Apicultura (Femap), conta com o apoio do Governo de Minas, IFMG, Universidade Federal de São João del-Rei (UFSJ) e Universidade Estadual de Montes Claros (Unimontes), além de parceiros institucionais.
O programa visa o desenvolvimento sustentável da apicultura e da meliponicultura, integrando conhecimento científico, inovação e ações de fortalecimento da cadeia produtiva. Seus objetivos incluem a promoção de práticas sustentáveis e o apoio à profissionalização de pequenos produtores.
Outras metas do programa são a preservação das populações de abelhas e a articulação entre produtores, cooperativas, universidades, pesquisadores e instituições públicas. A iniciativa busca consolidar uma rede de cooperação para o setor em todo o estado.
Durante o lançamento, a professora Ana Cardoso, pesquisadora do Campus Bambuí, apresentou os fundamentos e objetivos do programa. Segundo ela, a proposta foi desenvolvida de forma colaborativa, com a participação de pesquisadores de diversas regiões mineiras.
Ana Cardoso afirmou: “Como o programa é Colmeia de Minas, e colmeia já inspira união, contamos com pesquisadores de todo o estado de Minas Gerais”. A colaboração entre diferentes instituições e especialistas é um pilar central da iniciativa.
A proposta também busca ampliar a competitividade do setor e valorizar os produtos apícolas mineiros por meio da cooperação entre diferentes segmentos. A expectativa é que as ações contribuam para o desenvolvimento econômico regional e para a conservação ambiental.
De acordo com o IFMG, Ana Cardoso, que também integra o Conselho Curador e a Câmara Técnica Interdisciplinar da Fapemig, a iniciativa tem como meta posicionar Minas Gerais nacionalmente no segmento. O objetivo é transformar o estado em referência na apicultura.
A meta é unir ciência, inovação, sustentabilidade e desenvolvimento para gerar renda, proteger as abelhas e construir o futuro do setor. A docente ressalta a relação entre a atividade apícola e a sustentabilidade ambiental.
Ela explica: “Quando conservamos as abelhas nativas, estamos conservando o meio ambiente. E os próprios apicultores também se tornam indicadores de sustentabilidade, na medida em que conseguem nos apontar o que está se passando com as abelhas e se estamos agindo de forma sustentável neste ecossistema”.
O Programa Colmeia de Minas pretende consolidar uma rede de cooperação voltada ao fortalecimento da apicultura e da meliponicultura em todo o estado. Isso inclui a participação de instituições de ensino, pesquisa, extensão rural e representantes do setor produtivo.
