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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou nesta quarta-feira (10) o Decreto nº 15.180/2025, que institui o Sistema Nacional de Trilhas (Sintrilhas). A medida transforma a Rede Nacional de Trilhas de Longo Curso e Conectividade (RedeTrilhas) em política pública permanente, com diretrizes para integrar conservação ambiental, turismo sustentável e uso público em Unidades de Conservação.
De acordo com o Ministério do Meio Ambiente, a assinatura ocorreu durante evento no Palácio do Planalto em celebração ao Dia Mundial do Meio Ambiente. Na mesma cerimônia, foram criadas e ampliadas duas Unidades de Conservação federais.
O sistema resulta de articulação entre ICMBio, MMA e Ministério do Turismo, respondendo ao aumento da visitação em áreas protegidas, que receberam 28,5 milhões de visitas em 2025. O objetivo é estruturar a rede de trilhas, ampliar a segurança dos usuários e fortalecer o turismo de natureza.
Atualmente, o Brasil possui 205 trilhas planejadas, somando mais de 41 mil quilômetros, sendo 16 mil já implementados. Dessas, 22 são oficialmente reconhecidas pelo MMA, conectando municípios, áreas protegidas e comunidades em todos os biomas.
Trilhas em destaque
Entre as trilhas que atravessam UCs federais estão a Caminhos da Ibiapaba (CE/PI), Caminho dos Veadeiros (GO), Transcarioca (RJ) e Amazônia Atlântica, que liga áreas protegidas em seis estados do Norte e Nordeste.
“Temos a obrigação de preservar nossas riquezas naturais e fazer com que tenham utilidade para o povo brasileiro”, afirmou Lula durante a cerimônia.
O ministro do Meio Ambiente, João Paulo Capobianco, destacou que conservação e desenvolvimento econômico caminham juntos, ressaltando o papel das trilhas na proteção da biodiversidade e geração de oportunidades para comunidades locais.
Estruturação do sistema
Criada em 2018, a RedeTrilhas passa a contar com estrutura permanente para planejamento, gestão e promoção. O decreto institui a Estratégia Nacional, Cadastro Nacional e Comitê Nacional, com participação de estados, municípios e sociedade civil.
A Estratégia Nacional deverá ser elaborada em até 180 dias após a instalação do comitê, que definirá metas prioritárias para o desenvolvimento do segmento.
O sistema incorpora a sinalização padronizada com pegadas amarelas e pretas, já utilizada na RedeTrilhas, para orientar usuários e reforçar a identidade visual das trilhas integradas à rede nacional.
Benefícios econômicos e ambientais
Além de conectar paisagens naturais, o Sintrilhas fortalece economias locais com oportunidades em hospedagem, alimentação, artesanato e turismo comunitário. A política também estimula a visitação em regiões fora dos circuitos turísticos tradicionais.
Em 2025, o Congresso Mundial da Natureza da IUCN aprovou moção reconhecendo trilhas como instrumentos de conservação e conectividade ecológica, posicionando o Brasil na vanguarda desta agenda global.
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