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Governo de Minas assina concessão do Complexo de Saúde Hospitalar Padre Eustáquio

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O Governo de Minas assinou nesta sexta-feira (12/6) o contrato de concessão do Complexo de Saúde Hospitalar Padre Eustáquio (HoPE), em Belo Horizonte. O projeto será executado por meio de Parceria Público-Privada (PPP) e inclui construção, equipamentos, operação e manutenção da unidade, que atenderá exclusivamente pelo SUS.

De acordo com o Governo de Minas, o contrato foi firmado com o Consórcio Saúde HoPE, formado pelas empresas Integra Brasil, Oncomed e B2U Participações. O valor total estimado é de R$ 2,1 bilhões, sendo R$ 1,7 bilhão em investimentos em obras e equipamentos ao longo de 30 anos.

O complexo, localizado no bairro Gameleira, reunirá serviços de oncologia, infectologia, dermatologia sanitária, pediatria, hematologia, maternidade e saúde da mulher. Também abrigará o novo Laboratório Central de Saúde Pública de Minas Gerais (Lacen-MG).

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Capacidade de atendimento

Segundo a Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais (Fhemig), o HoPE aumentará os leitos em Belo Horizonte dos atuais 417 para 532, com possibilidade de expansão para 650 em situações como pandemias. A expectativa é de 200 mil consultas especializadas e 30 mil internações por ano.

O novo Lacen-MG terá capacidade para realizar 1,5 milhão de exames laboratoriais e 375 mil análises sanitárias anualmente. O governador Mateus Simões afirmou que o projeto representa “a maior estruturação de construção civil das últimas décadas em Belo Horizonte”.

Modelo de gestão

A PPP foi estruturada pela Secretaria de Estado de Infraestrutura, Mobilidade e Parcerias (Seinfra) em conjunto com a Secretaria de Estado de Saúde (SES-MG), Fhemig e Fundação Ezequiel Dias (Funed). Os serviços médicos permanecerão sob gestão pública, enquanto o parceiro privado ficará responsável por serviços não assistenciais.

O projeto conta com recursos do Acordo de Reparação dos danos causados pelo rompimento das barragens em Brumadinho. A modelagem técnica foi realizada pela Companhia de Desenvolvimento de Minas Gerais (Codemge), com apoio da Corporação Financeira Internacional e do Banco Mundial.

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