Brasil investe R$ 150 milhões em tecnologia para produção de hidrogênio verde

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O governo federal lançou um edital de R$ 150 milhões para desenvolver um eletrolisador industrial capaz de produzir hidrogênio de baixa emissão de carbono. O projeto, articulado entre Finep e Petrobras, visa fortalecer a cadeia produtiva nacional e reduzir a dependência de tecnologias estrangeiras.

De acordo com o Ministério da Fazenda, os recursos serão divididos em partes iguais entre as duas instituições, totalizando R$ 75 milhões cada. O edital exige que pelo menos três empresas e uma instituição de ciência e tecnologia participem do desenvolvimento do projeto.

Atualmente, o Brasil não produz nacionalmente o “stack”, componente central do eletrolisador onde ocorre a reação que transforma água em hidrogênio. O edital estabelece como requisito mínimo 50% de conteúdo nacional no equipamento.

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Plano de Transformação Ecológica

Segundo Rafael Dubeux, assessor especial do Ministério da Fazenda, a iniciativa está alinhada ao Plano de Transformação Ecológica, que combina sustentabilidade ambiental com desenvolvimento tecnológico. “O país pode ser desenvolvedor, não apenas consumidor dessas tecnologias”, afirmou.

A ministra Luciana Santos (Ciência e Tecnologia) destacou que o projeto reforça a soberania tecnológica brasileira. “Quando anunciamos um edital dessa natureza, estamos falando da capacidade de o Brasil ser produtor de tecnologia”, disse.

Magda Chambriard, presidente da Petrobras, ressaltou o potencial do hidrogênio verde para descarbonizar setores como siderurgia e refino. “É uma das alavancas mais concretas para descarbonização”, afirmou.

Primeira etapa de programa amplo

O edital marca o início dos Desafios Tecnológicos Nacionais, programa que pretende conectar políticas públicas, financiamento e demandas tecnológicas. Luis Antonio Elias, presidente da Finep, afirmou que o domínio do eletrolisador é estratégico para a transição energética.

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Dubeux destacou que a iniciativa deve gerar novas chamadas públicas para desenvolver tecnologias críticas. “Isso aqui é um primeiro passo para muitas outras agendas desse tipo”, concluiu.

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