O governo de Minas Gerais informou nesta quinta-feira (25) que o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) realizou visitas técnicas em Belo Horizonte nesta semana. A ação faz parte dos estudos para a futura implantação das Linhas 3 e 4 do metrô da capital, visando criar um pré-diagnóstico dos locais e identificar as alterações de infraestrutura necessárias para a execução dos projetos.
De acordo com informações do jornal O Tempo, a Linha 3 terá 4,23 quilômetros de extensão e seis estações, ligando a Savassi à Lagoinha. O custo estimado do projeto é de R$ 4,8 bilhões, com capacidade para 93 mil passageiros por dia até 2035. O plano inclui futuras expansões para bairros como Sion, Morro do Papagaio, Belvedere, Caiçara e a Avenida Pedro II.
Já a Linha 4, com 22,6 quilômetros, conectará Contagem ao Terminal Betim, integrando Trem Metropolitano e Veículo Leve sobre Trilhos (VLT). O projeto prevê 18 estações e um terminal, com custo estimado de R$ 4,5 bilhões. A demanda projetada para 2045 é de até 28 mil passageiros por hora no horário de pico, segundo dados do governo estadual.
“Os estudos realizados com apoio do BID ficam prontos ainda no segundo semestre deste ano, e vão permitir que possamos avançar em um projeto ambicioso, moderno e muito necessário para Minas Gerais”, declarou o vice-governador de Minas Gerais, Mateus Simões. Por estarem em fase de planejamento, ainda não há cronograma de obras ou financiamento definido para a implantação das linhas.
Expansão
As duas primeiras estações da Linha 2 do metrô de Belo Horizonte devem iniciar a operação até julho deste ano. Este trecho integra a expansão do sistema em direção ao Barreiro. A nova linha, com sete estações e conclusão prevista para 2028, conectará a região à Linha 1, que já opera entre Vilarinho, em Venda Nova, e Novo Eldorado, em Contagem.
