A Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) aprovou o reajuste tarifário anual das tarifas da Elektro Redes S.A., conhecida como Neoenergia Elektro. A decisão foi tomada nesta terça-feira, 19 de agosto. A empresa, com sede em Campinas, São Paulo, atende aproximadamente três milhões de unidades consumidoras em 223 municípios paulistas e cinco no Mato Grosso do Sul.
De acordo com a ANEEL, os novos índices tarifários passarão a vigorar a partir de 27 de agosto. Para os consumidores residenciais da classe B1, o reajuste será de 11,44%. Já para os consumidores cativos, a média de aumento para baixa tensão será de 11,62%, enquanto para alta tensão será de 12,39%, resultando em um efeito médio de 11,88% para o consumidor.
Os principais fatores que influenciaram o reajuste incluem os gastos com encargos setoriais, custos de aquisição e transmissão de energia, além de componentes financeiros. O efeito médio para alta tensão abrange as classes A1 (>= 230 kV), A2 (de 88 a 138 kV), A3 (69 kV) e A4 (de 2,3 a 25 kV). Para baixa tensão, a média inclui as classes B1 (Residencial e subclasse residencial baixa renda), B2 (Rural), B3 (Industrial, comercial, serviços e outras atividades) e B4 (Iluminação pública).
Revisão tarifária x Reajuste tarifário
A Revisão Tarifária Periódica (RTP) e o Reajuste Tarifário Anual (RTA) são processos tarifários comuns nos contratos de concessão. O RTP é mais complexo, definindo o custo eficiente da distribuição, metas de qualidade e perdas de energia, além dos componentes do Fator X para o ciclo tarifário. O RTA, por sua vez, é mais simples e ocorre nos anos sem RTP, atualizando a Parcela B pelo índice de inflação (IGP-M ou IPCA) menos o fator X. Ambos os processos repassam os custos de compra e transmissão de energia e encargos setoriais que financiam políticas públicas.
Para mais informações, acesse o site da ANEEL.
