O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) ajuizou uma Ação Civil Pública para suspender a 32ª Vaquejada Nacional de Miravânia. O evento estava programado para ocorrer entre os dias 9 e 12 de julho de 2026 no município do norte de Minas Gerais.
A 2ª Promotoria de Justiça de Manga, responsável pela ação, argumenta que o investimento previsto de aproximadamente R$ 1,67 milhão é desproporcional à capacidade financeira de Miravânia. Este valor, segundo a Promotoria, excede o orçamento anual destinado à assistência social local.
Um Inquérito Civil foi instaurado para investigar as despesas planejadas para a vaquejada. A investigação concluiu que os gastos com shows e estruturas temporárias ocorreriam em um contexto de precariedade nos serviços essenciais.
Serviços como saúde e infraestrutura básica no município apresentam deficiências. A ação do MPMG também aponta um possível desvio de finalidade no uso de recursos públicos.
Fundos específicos de patrimônio cultural e turismo estariam sendo utilizados para custear a festa. O promotor de Justiça Lucas Eduardo de Lara Ataide declarou que “a controvérsia transcende interesses meramente patrimoniais do município ou de seus gestores, alcançando diretamente toda a coletividade local, destinatária dos serviços públicos custeados pelo orçamento municipal”.
Para o promotor, destinar uma quantia significativa para uma festividade de poucos dias, que supera o montante anual para a população vulnerável, idosos, crianças e famílias necessitadas, configura um descaso. Tal ação demonstra falta de planejamento governamental sustentável.
