Foto: Divulgação/SGB
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Estudo identifica áreas de risco em cidades mineiras

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Um levantamento do Serviço Geológico do Brasil (SGB) identificou oito áreas de risco geológico nos municípios de Passos e São Roque de Minas, no Sul de Minas. Os estudos apontam a possibilidade de deslizamentos, erosão e inundações em regiões onde vivem aproximadamente 1,5 mil pessoas, conforme dados divulgados pelo jornal O Tempo.

Em São Roque de Minas, o mapeamento classificou duas áreas como de risco alto. Nesses locais, que incluem a avenida Prefeito Nilzo de Faria/avenida Casca Danta e a rua Olímpia, estão 201 imóveis onde vivem cerca de 804 moradores. O relatório atribui os riscos à combinação entre as características do terreno e a ocupação de áreas suscetíveis.

O documento também destaca o avanço de uma voçoroca, uma erosão profunda que favorece novos processos erosivos e deslizamentos. Além disso, as cheias do Rio do Peixe aumentam a possibilidade de inundações nas partes mais baixas da cidade, complementando o cenário de vulnerabilidade identificado pelos técnicos do SGB durante os trabalhos realizados nos dias 5 e 6 de maio.

No município de Passos, os levantamentos identificaram seis setores classificados como de risco alto. Nestas áreas, foram encontrados 166 imóveis onde residem aproximadamente 664 pessoas. Os trabalhos de campo do SGB foram realizados entre os dias 11 e 15 de maio, detalhando as vulnerabilidades locais e os perigos associados à ocupação do solo.

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Os pontos de atenção estão distribuídos pelos bairros Candeias, Canjeranus, Centro, Jardim Bela Vista, Jardim Colégio, Polivalente e Santa Casa. De acordo com o relatório, os principais riscos envolvem deslizamentos em encostas ocupadas e inundações provocadas pelo transbordamento do Ribeirão Bocaina, além de limitações na infraestrutura de drenagem urbana existente nos bairros afetados.

Medidas recomendadas

Nos dois municípios, o Serviço Geológico do Brasil recomenda controlar a ocupação de áreas de risco, ampliar os sistemas de drenagem, estabilizar encostas e recuperar as margens dos cursos d’água. O órgão também defende a intensificação do monitoramento das áreas críticas durante o período chuvoso e a realização de ações permanentes de orientação e alerta à população.

Em todo o estado, o SGB já mapeou 3,6 mil áreas de risco geológico. Desse total, 769 foram classificadas como de risco muito alto e cerca de 2,8 mil como de risco alto. Os levantamentos abrangem aproximadamente 248 mil domicílios e uma população estimada em 586 mil pessoas que vivem em condições de vulnerabilidade.

Segundo a reportagem do jornal O Tempo, as prefeituras de Passos e São Roque de Minas, a Defesa Civil Estadual e a Secretaria de Estado de Infraestrutura e Mobilidade (Seinfra) foram procuradas para comentar as medidas adotadas. No entanto, não houve retorno até o momento da publicação original da informação sobre os relatórios do SGB.

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