A edição de julho do programa Cesta nas Férias, em Belo Horizonte, beneficiou 33.662 famílias em situação de vulnerabilidade social. A iniciativa garantiu acesso à alimentação durante as férias escolares, sendo coordenada pela Secretaria de Segurança Alimentar e Nutricional em parceria com a Secretaria Municipal de Educação.
Nesta edição, foram gerados 41.479 vouchers, com um índice de retirada das cestas de 81,15%. Este percentual superou a média de 80,5% das edições anteriores, mesmo sem prorrogação do prazo de retirada, que ocorreu entre 1º e 15 de julho.
De acordo com a Prefeitura de Belo Horizonte (PBH), o programa Cesta nas Férias, instituído pela Lei 8.427/02, integra o Plano de Enfrentamento da Insegurança Alimentar da PBH. Ele atende estudantes da educação infantil, EJA, ensino fundamental e creches conveniadas.
A distribuição das cestas ocorre duas vezes ao ano, alinhada ao calendário escolar. O benefício substitui temporariamente a alimentação oferecida nas unidades de ensino durante o período regular de aulas.
Canais de comunicação como central telefônica, e-mail e o Portal de Serviços/BH Digital permaneceram abertos. O objetivo foi atender famílias com dificuldades na visualização dos vouchers ou na retirada das cestas. Mais de 1,4 mil atendimentos foram realizados por esses canais.
Karina Pereira dos Santos, coordenadora de Ações Emergenciais da Secretaria de Segurança Alimentar e Nutricional, afirmou: “Superar a média de retiradas mesmo sem prorrogação do prazo demonstra que o programa está cada vez mais acessível e que as famílias compreendem a importância de garantir esse direito”.
Segundo Karina, o diálogo com as famílias durante o processo contribuirá para o aprimoramento das entregas em futuras edições. O programa atende famílias com renda mensal de até R$ 218 por pessoa.
É necessário que as famílias estejam inscritas no Cadastro Único (CadÚnico) para receber o benefício. Este critério visa assegurar que o auxílio chegue prioritariamente às famílias que mais necessitam.
O Cesta nas Férias é uma rede de proteção social que garante que crianças, jovens e adultos de famílias em situação de pobreza tenham acesso a uma alimentação adequada. Isso ocorre mesmo durante o período de recesso escolar.
