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Embrapa Meio Ambiente firma parceria para pesquisa de bioinsumo contra seca

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A Embrapa Meio Ambiente cedeu sua infraestrutura técnica para o desenvolvimento de um bioinsumo destinado a mitigar os efeitos da seca no semiárido nordestino. A iniciativa, formalizada por um termo de compromisso com a Fundação de Apoio à Pesquisa e ao Desenvolvimento (Faped) e o bolsista Rafael Antonio Nieri, visa criar soluções para a agricultura familiar na região, utilizando as instalações da estatal em Jaguariúna (SP).

De acordo com informações do jornal O Tempo, a cessão dos laboratórios e instalações será gratuita. O projeto é intitulado “Bioinsumo para mitigação da seca em culturas importantes para a agricultura familiar do semiárido nordestino”. A cooperação busca fortalecer a resiliência agrícola em uma das áreas mais afetadas por eventos climáticos, validando pesquisas para reduzir a dependência de insumos químicos e aumentar a produtividade em solos áridos.

Os bioinsumos são produtos que utilizam microrganismos, extratos vegetais ou compostos orgânicos para melhorar a absorção de nutrientes pelas plantas e protegê-las contra estresses hídricos. No contexto do semiárido, a tecnologia busca identificar agentes biológicos que possam manter a fisiologia das culturas estável durante períodos prolongados de escassez de chuva, oferecendo uma alternativa para o campo.

O projeto foca na agricultura familiar, setor responsável por parte dos alimentos consumidos no mercado interno brasileiro. O desenvolvimento de um bioinsumo acessível é visto como uma ferramenta para a sustentabilidade econômica de famílias que dependem de cultivos de subsistência e de pequena escala no Nordeste, uma vez que este público frequentemente possui baixo poder de investimento em tecnologias.

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Detalhes do Acordo e Vigência

A formalização do compromisso se baseia na Lei 5.851/1972, que criou a Embrapa, na Lei 10.973/2004 (Lei da Inovação) e na Lei 13.243/2016 (Marco Legal da Ciência, Tecnologia e Inovação). Essa legislação permite o uso de infraestrutura pública por pesquisadores em projetos de desenvolvimento, incentivando a pesquisa científica e tecnológica no ambiente produtivo do país.

Conforme o extrato de compromisso publicado no Diário Oficial da União, a vigência do acordo será de 6 de agosto de 2026 a 31 de julho de 2027. O documento foi assinado por Ana Paula Contador Packer e Robson Rolland Monticelli Barizon, pela Embrapa Meio Ambiente; Robert Eugene Schaffert, pela Faped; e pelo pesquisador Rafael Antonio Nieri.

A Faped atua como o braço administrativo do projeto, gerenciando a execução financeira e logística para que o pesquisador se concentre na atividade técnica. A Embrapa Meio Ambiente, sediada em Jaguariúna (SP), é um centro de pesquisa com foco em sustentabilidade e impactos ambientais na agropecuária, transferindo conhecimento para o setor produtivo.

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