Na Shell Eco-marathon, que se encerra nesta quinta-feira (27) no Rio de Janeiro, equipes universitárias aplicam uma estratégia de condução para maximizar a eficiência energética. A técnica consiste em acelerar por poucos segundos e depois deixar o veículo avançar por inércia, buscando o menor consumo de combustível possível dentro das regras da competição, que acontece no Píer Mauá.
A lógica de condução utilizada pelos competidores envolve acelerar por um curto período, desligar o motor e aproveitar a inércia do veículo pelo maior tempo possível. O processo é repetido ao longo do percurso para manter o movimento com o mínimo de acionamento do motor, visando a máxima economia de energia.
De acordo com informações do jornal O Tempo, Norman Koch, gerente global da Shell Eco-marathon, detalha a precisão da técnica. “As boas equipes aceleram por cerca de cinco segundos e depois seguem por inércia durante 40 ou 50 segundos”, explica Koch. Quanto maior o tempo que o veículo avança sem novo impulso, maior pode ser a eficiência.
Na competição, os veículos são projetados e construídos pelos próprios estudantes. As equipes precisam equilibrar o gasto mínimo de energia com a necessidade de não ultrapassar o tempo limite da prova. Um fator adicional é a exigência de manter uma velocidade média mínima de 25 km/h, o que impede que os carros se desloquem de forma excessivamente lenta na pista.
A precisão é um elemento crucial para o sucesso. Segundo Koch, as equipes de ponta buscam completar a prova em 24 minutos e 59 segundos. “Qualquer segundo em que você anda mais rápido do que o necessário representa energia desperdiçada”, afirma o gerente global da Shell Eco-marathon. A estratégia é usar o tempo máximo disponível para economizar o máximo de combustível.
Para ajustar a estratégia, cada equipe tem direito a realizar até seis tentativas durante o evento. Apenas o melhor resultado válido é considerado para o ranking final. Fatores como um cálculo mal executado, uma freada não planejada ou a presença de outro veículo na pista podem influenciar negativamente o desempenho e exigir uma nova tentativa para corrigir o percurso.
Embora os carros passem meses em desenvolvimento, o resultado na pista também depende da habilidade do piloto. “Apesar de toda a tecnologia, 50% do sucesso ainda depende do piloto”, diz Koch. De acordo com o gerente, uma tentativa bem-sucedida requer não apenas precisão na condução, mas também uma pista livre para que a estratégia planejada não precise ser alterada durante o percurso.
