Belo Horizonte sediará a 11ª edição do Descontorno Cultural nos dias 12 e 13 de setembro. O evento, realizado pela Fundação Municipal de Cultura em parceria com o Instituto Lumiar, reunirá artistas e público em Centros Culturais de nove regionais da cidade. A programação completa está disponível no Portal PBH.
A mostra oferecerá 108 atrações artísticas gratuitas, incluindo apresentações e oficinas. As atividades abrangem música, artes cênicas, literatura, cultura popular e tradicional, cultura popular urbana, artes plásticas, audiovisual e ações para a infância e juventude.
Uma novidade desta edição é a inclusão de dois Centros Culturais do Barreiro entre os dez espaços que receberão o evento. Além disso, vans serão disponibilizadas para transportar o público dos Centros Culturais sem programação para aqueles que integram a mostra este ano.
No domingo, 13 de setembro, às 16h, o coletivo Rosas de São Bernardo se apresentará no Centro Cultural Jardim Guanabara (Regional Norte). O grupo, homenageado nesta edição, é composto por sete senhoras que, desde 2008, contribuem para a programação artística dos Centros Culturais da cidade.
O coletivo realiza recitais, contações de histórias e cantigas de roda, divulgando a cultura popular, valorizando o protagonismo idoso e resgatando o patrimônio cultural comunitário. A apresentação será seguida pela abertura oficial do evento, com a presença de autoridades municipais.
De acordo com a Prefeitura de Belo Horizonte, a presidenta da Fundação Municipal de Cultura, Bárbara Bof, destacou o papel da mostra na valorização dos artistas e dos espaços públicos de cultura. Ela afirmou que o Descontorno Cultural dá protagonismo à arte produzida nas bordas de Belo Horizonte.
Bof também ressaltou que o evento valoriza o trabalho de artistas de diferentes linguagens e segmentos, que fortalecem a agenda dos centros públicos culturais. A mostra é um momento de encontro e celebração dessa produção, aproximando artistas e público.
Frederico Diniz, diretor de Promoção dos Direitos Culturais, afirmou que o Descontorno Cultural amplia o acesso à produção artística da capital mineira. Ele convidou o público a conhecer a diversidade cultural presente nos diferentes territórios da cidade.
Diniz destacou que a mostra é uma oportunidade de aproximar o público de uma produção artística diversa e potente. Ao promover a circulação das pessoas pelos espaços culturais e pela cidade, o evento fortalece o acesso à cultura e valoriza os artistas.
As programações nas unidades totalizam mais de dez horas de atrações por dia. Incluem shows, saraus, oficinas, contação de histórias, artesanato, apresentações de dança, performance e teatro.
Os Centros Culturais participantes são: Jardim Guanabara (Norte); Vila Marçola (Centro-Sul); São Geraldo (Leste); Vila Santa Rita (Barreiro); Urucuia (Barreiro); Pampulha (Pampulha); Salgado Filho (Oeste); Padre Eustáquio (Noroeste); Venda Nova (Venda Nova); e Usina da Cultura (Nordeste).
Para esta edição, 80 artistas foram selecionados por meio de chamamento público. Um dos destaques é o projeto Rap Surdo, que propõe uma batalha de rimas em Libras, criando um espaço de expressão para artistas surdos na cultura hip hop.
A performance “Saudação à Ancestralidade”, da artista Júnia Bertolino (Cia Baobá Minas), também integra a lista dos selecionados. Esta performance presta homenagem ao feminino e à natureza.
Para o público infantil, o espetáculo musical interativo “Brincadeiras Sonoras”, do artista Edu Pio, é um destaque. O show apresenta o personagem Super Pamp, criado para bebês, crianças pequenas e famílias.
Outra opção para o público infantil é a “Mostra Cênica Urbana”, que apresenta quatro obras com temáticas variadas em diálogo com o universo das danças urbanas. A oficina “Graffiti e Expressão”, ministrada pela artista KROL, é voltada para adultos.
A oficina propõe uma imersão na história, principais técnicas e estilos do graffiti. Ainda na cultura urbana, o “Trap na Laje” oferece shows com artistas convidados. O projeto, nascido no Aglomerado da Serra, busca fortalecer e dar visibilidade à cena do trap.
A artista Lu Mattos apresentará seu show autoral “Poptrópicosfera”, que une MPB, pop e rock. A programação também inclui artistas voluntários que atuam nos centros culturais e artistas selecionados via contrapartida de projetos da Lei Municipal de Incentivo à Cultura.
O Grupo Trampulim, com seu espetáculo “Pratubatê”, é um exemplo. A apresentação é uma experiência musical interativa que utiliza o ritmo e a percussão coletiva como ferramenta de comunicação com a plateia.
A mostra Descontorno Cultural integra as políticas públicas de democratização do acesso aos bens e serviços culturais. O evento contribui para o fortalecimento, protagonismo e visibilidade dos trabalhos de artistas das periferias da cidade.
Desde sua criação em 2013, cada edição reúne atrações gratuitas simultâneas com diferentes linguagens artísticas em nove regionais da cidade. As atividades são voltadas para públicos de todas as idades.
Sobre os Centros Culturais Municipais
Belo Horizonte possui uma rede integrada de 17 Centros Culturais distribuídos por nove regionais da cidade. Esses espaços funcionam como polos de convivência comunitária e efervescência cultural.
Grande parte desses espaços surgiu do desejo da população por meio do Orçamento Participativo (OP), consolidando o acesso à arte nos bairros e periferias. Os centros oferecem diariamente uma programação gratuita.
A programação inclui oficinas de formação, shows, espetáculos, exibições de filmes e preservação da memória local. Todos os centros também abrigam bibliotecas públicas. Muitos atendem moradores de municípios da Região Metropolitana.
Serviço
11ª Mostra Descontorno Cultural
Quando: 12 e 13 de setembro (sábado e domingo)
Locais: 10 centros culturais
Classificação indicativa: Livre
Programação completa: Portal PBH
