O programa *Economia em diálogo*, produzido pela TV UFMG em parceria com a Fundação Ipead, discutiu os impactos da Inteligência Artificial (IA) no mercado de trabalho brasileiro. O episódio *Inteligência Artificial: da inovação à precarização* reuniu especialistas para analisar como a tecnologia afeta diferentes ocupações.
Participaram do debate a economista Stela Gomes, analista da Fiemg, e o professor Leonardo Ribeiro, do Departamento de Ciências Econômicas da UFMG. A discussão partiu da tese de doutorado de Stela, defendida em 2026 no Cedeplar-UFMG, que investiga os efeitos da automação e da IA na estrutura ocupacional do país.
De acordo com a pesquisa, a IA generativa não se limita a substituir humanos por máquinas, mas também influencia a distribuição desigual dos ganhos econômicos. Enquanto a automação tradicional afeta tarefas repetitivas, a IA avança sobre funções de conhecimento, como serviços e escritórios.
Impactos na desigualdade salarial
Segundo os especialistas, a IA generativa pode aumentar a produtividade em cargos de alta qualificação, elevando os rendimentos. No entanto, em funções de suporte, como telemarketing e processamento de documentos, a tecnologia tende a reduzir salários ou eliminar postos de trabalho.
O programa destacou que a implementação da IA pode ampliar disparidades salariais, de gênero e raça. Enquanto alguns setores se beneficiam, outros enfrentam pressão sobre remunerações e empregabilidade.
O debate completo está disponível no site da TV UFMG.
