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Pesquisa no Sul de Minas revela alta incidência de ansiedade em crianças de áreas vulneráveis

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Uma pesquisa realizada no Sul de Minas com crianças de 7 a 9 anos, atendidas por uma instituição filantrópica, identificou sintomas elevados de ansiedade em 43,9% dos 41 participantes. De acordo com informações do jornal O Tempo, divulgadas nesta segunda-feira (12), o levantamento foi conduzido por pesquisadoras da Universidade Federal de Alfenas (UNIFAL-MG) em um grupo de famílias em situação de vulnerabilidade social.

Do total de participantes, 18 crianças apresentaram pontuações consideradas elevadas em uma escala de avaliação de sintomas ansiosos. As pesquisadoras esclarecem, no entanto, que o resultado não representa um diagnóstico de transtorno de ansiedade, mas sim um indicativo da necessidade de atenção e, possivelmente, de uma avaliação mais aprofundada para esses casos, conforme apurado pela fonte.

O estudo foi desenvolvido pelas estudantes de Enfermagem Carolyne Sena Oliveira e Jéssica Helen Soares. A orientação do trabalho foi da professora Sueli de Carvalho Vilela, da Universidade Federal de Alfenas (UNIFAL-MG). A coleta de dados ocorreu após a autorização dos responsáveis e a concordância das crianças, com questionários aplicados em ambiente reservado.

Metodologia e Sintomas Avaliados

Para a avaliação dos sintomas, as pesquisadoras utilizaram a versão brasileira da Escala de Ansiedade Infantil de Spence (SCAS-Brasil). As crianças responderam individualmente a um questionário sobre situações do cotidiano, como o medo de fazer provas, a preocupação em ficar longe dos pais e a sensação de que o coração bate rápido diante de um problema, indicando a frequência desses eventos.

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“Ficar acima do ponto de corte não significa que a criança tenha um transtorno de ansiedade ou que recebeu um diagnóstico. Significa que seu resultado ficou em uma faixa elevada de sintomas segundo os parâmetros normativos do instrumento e que esse resultado pode indicar a necessidade de uma avaliação mais aprofundada”, explica a pesquisadora Carolyne Oliveira.

A análise dos dados também apontou que as participantes do sexo feminino registraram uma média de sintomas ansiosos superior à dos meninos. Contudo, o estudo não encontrou uma associação estatística significativa entre o sexo e a proporção de crianças com pontuações elevadas, indicando que a diferença se deu na média geral dos sintomas apresentados pelo grupo.

O levantamento possui limitações, e os resultados são específicos ao grupo avaliado, não permitindo generalizações. Como não houve acompanhamento contínuo, não é possível determinar a evolução dos sintomas. A vulnerabilidade social foi considerada a partir do perfil da instituição, sem uma avaliação socioeconômica individual de cada participante, o que impede a correlação direta com os sintomas.

Ao final do estudo, foi elaborado um relatório para a instituição com a pontuação de cada criança. Segundo as autoras, os dados podem orientar famílias e profissionais de saúde a reconhecerem necessidades de cuidado e a considerarem avaliações complementares, visando o cuidado conjunto sem reduzir a criança apenas à sua pontuação no questionário.

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