O Brasil alcançou um marco significativo ao sair do Mapa da Fome da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO/ONU) dois anos antes do previsto. Este resultado indica que menos de 2,5% da população brasileira enfrenta subnutrição. Para atingir esse objetivo, o Governo Federal está implementando a segunda fase do Plano Brasil Sem Fome, que visa identificar e incluir nas políticas públicas aqueles que ainda se encontram em situação de insegurança alimentar grave.
De acordo com o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS), a estratégia envolve o uso de tecnologia de vigilância nutricional, cruzamento de dados e articulação entre os níveis federal, estadual e municipal, em colaboração com a sociedade civil através de conselhos. “A gente está chegando num nível de precisão, de alcance dessas famílias, que é muito inovador. É isso que a gente está chamando de vigilância de segurança alimentar e nutricional”, afirmou Valéria Burity, secretária extraordinária de Combate à Pobreza e à Fome do MDS.
Entre os triênios de 2020-2022 e 2022-2024, o Brasil reduziu de 17,9 milhões para 7,1 milhões o número de pessoas em insegurança alimentar severa. O total de brasileiros em situação de insegurança alimentar moderada e severa caiu de 46 milhões para 28,5 milhões. “É a queda mais acelerada da história do combate à fome no Brasil”, destacou Burity.
Estrutura intersetorial e políticas econômicas
Após uma década de construção de políticas de combate à fome e à pobreza, o Brasil saiu do Mapa da Fome em 2014. Este objetivo foi novamente alcançado após dois anos de retomada e atualização dos programas sociais. Segundo a secretária do MDS, o sucesso se deve à experiência e à estrutura intersetorial de governança da política de segurança alimentar e nutricional, além das medidas econômicas adotadas pelo Governo Federal desde 2023.
“No Brasil, a diferença é que a gente tem experiências em organizar um conjunto de ações para combater a fome e a pobreza. Além disso, temos o Sistema Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional, o Sisan, que articula não só os ministérios, mas também ações do governo nos seus diferentes níveis, federal, estadual, municipal, em diálogo com a sociedade civil, por meio dos Conselhos de Segurança Alimentar e Nutricional”, analisou a secretária do MDS.
“E o Governo Federal adotou uma política econômica que gerou aumento do rendimento, especialmente dos grupos mais empobrecidos. Foi esse conjunto de esforços que levou a gente a sair tão rápido do Mapa da Fome”, completou.
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