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Governador Zema assegura justiça no caso do assassinato do gari Laudemir

O governador de Minas Gerais, Romeu Zema, garantiu que o caso do assassinato do gari Laudemir de Souza Fernandes não ficará impune. A declaração foi feita após o indiciamento de Renê da Silva Nogueira Júnior, de 47 anos, e da delegada Ana Paula Lamego Balbino, esposa do acusado, pelo envolvimento no crime. Zema elogiou o trabalho da Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) na condução do caso.

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De acordo com informações do jornal O TEMPO, Renê foi indiciado por homicídio duplamente qualificado, ameaça à motorista do caminhão de lixo e porte ilegal de arma. As penas podem chegar a 35 anos de prisão. A delegada Ana Paula foi indiciada por porte ilegal de arma de fogo de uso permitido, já que emprestou a arma usada no crime ao marido.

Detalhes do Crime

O crime ocorreu na manhã de 11 de agosto, no bairro Vista Alegre, em Belo Horizonte. Durante uma confusão no trânsito, Renê teria ameaçado a motorista de um caminhão de lixo e, em seguida, atirado contra Laudemir, que estava trabalhando na coleta. O gari foi atingido na região torácica e não resistiu aos ferimentos, falecendo no Hospital Santa Rita, em Contagem.

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Após o disparo, Renê fugiu, mas foi localizado pela polícia no mesmo dia em uma academia. Ele foi preso sem resistência. Imagens de câmeras de segurança mostraram Renê mantendo uma rotina normal após o crime, inclusive indo ao trabalho e passeando com seus cachorros.

A Polícia Civil confirmou a autoria do crime com base em provas testemunhais, imagens de segurança e dados do celular do suspeito. A investigação também revelou que a arma usada no crime pertencia à delegada Ana Paula, que será responsabilizada por emprestar a arma ao marido.

Repercussão e Investigações

O caso gerou grande comoção entre familiares e colegas de Laudemir, que era descrito como trabalhador e dedicado à família. Durante o velório, houve pedidos de justiça e homenagens ao gari. A mãe de Laudemir passou mal durante a cerimônia e precisou ser levada ao hospital.

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O Ministério Público de Minas Gerais solicitou a responsabilização solidária da delegada Ana Paula no caso e pediu o bloqueio de até R$ 3 milhões para assegurar eventual ressarcimento aos familiares da vítima. A defesa de Renê informou que só se manifestará após análise do Ministério Público sobre o pedido de reprodução simulada do crime.

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