PLA [Poliácido Láctico - tipo plástico biodegradável] impresso em 3d para imobilização das células fúngicas. (Foto: Arquivo/Grupo de pesquisa)Rafael Firmani Perna – professor da UNIFAL-MG e líder do grupo de pesquisa. (Foto: Arquivo Pessoal)Pesquisadora cultivando o fungo. (Foto: Arquivo/Grupo de pesquisa)Reator de leito fixo. (Arquivo/Grupo de pesquisa)Início da reação utilizando o impresso 3d de PLA em reator de leito fixo. (Arquivo/Grupo de pesquisa)Parte dos pesquisadores que fazem parte da rede de colaboração. (Foto: Arquivo/Grupo de pesquisa)
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Grupo de pesquisa da UNIFAL-MG desenvolve nova tecnologia para popularizar o ‘açúcar do bem’

Um grupo de pesquisa da UNIFAL-MG, vinculado ao Programa de Pós-Graduação em Engenharia Química, está desenvolvendo uma tecnologia inovadora para a produção nacional de fruto-oligossacarídeos (FOS), conhecidos como o ‘açúcar do bem’. Atualmente, o Brasil importa 100% desse produto, mas a nova tecnologia pode permitir a produção local a preços mais acessíveis.

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Rafael Firmani Perna – professor da UNIFAL-MG e líder do grupo de pesquisa. (Foto: Arquivo Pessoal)

De acordo com o Jornal UNIFAL-MG, os FOS possuem propriedades funcionais, como baixo valor calórico e benefícios para diabéticos, além de atuarem como prebióticos. Estudos indicam que eles podem ajudar na prevenção do câncer de cólon e no tratamento de doenças como anemia e hipertensão.

“Queremos colocar no mercado um açúcar de baixo custo, competitivo e que possa atender principalmente pessoas com doenças metabólicas, como o diabetes”, afirma Rafael Firmani Perna, líder do grupo de pesquisa e coordenador do Laboratório de Tecnologia Enzimática e Bioprocessos da UNIFAL-MG.

Inovação Brasileira

O grupo está utilizando a sacarose da cana-de-açúcar como matéria-prima e um processo contínuo com reatores de leito fixo (PBR) para viabilizar a produção nacional. A conversão da sacarose em FOS é feita por uma enzima do fungo Aspergillus oryzae IPT-301, única capaz de realizar essa transformação.

Para aumentar a resistência das células no processo produtivo, os pesquisadores usaram poliácido lático (PLA) para criar estruturas 3D que imobilizam os micro-organismos, melhorando a estabilidade operacional e a eficiência da produção. A produção em escala laboratorial já alcançou 160 g/L.h de FOS, validada por estudos de viabilidade técnico-econômica.

Próximos Passos

O grupo agora trabalha nas etapas de recuperação e purificação do FOS, visando atender as indústrias alimentícia e farmacêutica. A expectativa é que o produto esteja disponível no mercado em até oito anos. Rafael Perna destaca que a tecnologia pode ser aplicada na produção de outros compostos de alto valor agregado, como ésteres de açúcares para cosméticos.

Reator de leito fixo. (Arquivo/Grupo de pesquisa)

Colaborações e Apoio

A pesquisa conta com parcerias nacionais e internacionais, incluindo instituições como a Universidade Federal do Tocantins e a Universidade do Minho, em Portugal. O projeto é financiado pela FAPEMIG e pelo CNPq, com apoio de diversos projetos.

Para mais informações sobre o projeto, acesse o Instagram do Laboratório de Tecnologia Enzimática e Bioprocessos da UNIFAL-MG neste link. Confira também informações sobre os laboratórios parceiros: Laboratório Micobio-Nanotec – UNESP/Campus São Vicente-SP e Laboratório de Instrumentação Científica – UFT/Campus Palmas-TO.

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