O Governo Federal anunciou a criação da Política Nacional de Enfrentamento da Infecção por Papilomavírus Humano (HPV), visando combater a infecção sexualmente transmissível mais comum no mundo. A iniciativa foi oficializada pela Lei nº 15.174, assinada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e ministros de diversas pastas, e publicada no Diário Oficial da União.
De acordo com a Agência Brasil, o HPV é um vírus que afeta a pele e mucosas, estando associado a alguns tipos de câncer. Existem mais de 200 tipos de HPV, alguns causam verrugas genitais, enquanto outros estão ligados a tumores malignos, como câncer do colo do útero, ânus, pênis, boca e garganta. A vacinação gratuita pelo Sistema Único de Saúde (SUS) é a forma mais eficaz de prevenção, juntamente com o uso de preservativos.
Diretrizes e Ações da Nova Política
A nova política inclui ações preventivas, diagnósticas e curativas. Entre as medidas diagnósticas estão exames físicos, testes locais, colposcopia, citologia, biópsia e testes moleculares. As ações curativas abrangem tratamentos locais domiciliares e ambulatoriais. Além disso, será oferecido acompanhamento clínico aos parceiros de pessoas infectadas pelo HPV.
As diretrizes da política também promovem debates e articulações entre órgãos públicos, sociedade civil e instituições de pesquisa, além de estimular pesquisas em prevenção, diagnóstico e tratamento. A divulgação da possibilidade de prevenção da infecção por HPV é outro ponto destacado.
A infecção pelo HPV geralmente não apresenta sintomas, podendo permanecer latente por meses ou anos. A diminuição da resistência do organismo pode desencadear a multiplicação do vírus, provocando lesões. A maioria das infecções é resolvida espontaneamente pelo organismo em até 24 meses, sendo mais comuns em gestantes e pessoas com imunidade baixa. O diagnóstico é realizado por meio de exames clínicos e laboratoriais. Para mais informações, acesse a página do Ministério da Saúde sobre o HPV.
