Sejusp / Divulgação
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Presídio de Iturama lança Projeto Cozinha Escola para cursos de culinária aos presos

O Presídio de Iturama, localizado no Triângulo Mineiro, iniciou no dia 21 de julho o Projeto Cozinha Escola. Esta iniciativa, realizada em parceria com a empresa Serving Group, oferece um curso de gastronomia para os detentos, com o objetivo de profissionalizá-los no preparo de alimentos. O curso também auxilia na produção de refeições para o próprio presídio e já conta com a participação de 32 custodiados.

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De acordo com informações da Agência Minas, para participar do projeto, os detentos precisam ser aprovados pela Comissão Técnica de Classificação (CTC), que avalia o perfil de cada um. O curso é dividido em duas turmas de 16 participantes, ocorrendo em dias alternados. Além de ser uma atividade profissionalizante, o projeto também contribui para a remição de pena, onde três dias de participação equivalem a um dia de pena remido.

O curso é composto por aulas teóricas e práticas, ministradas pela nutricionista Elisangela Freitas, que orienta os detentos nas técnicas de planejamento de refeições. Durante seis meses, os participantes aprendem sobre culinária e, ao final, recebem um certificado de conclusão que poderá ser útil para oportunidades de trabalho após o cumprimento da pena.

Outras iniciativas de ressocialização

Além do Projeto Cozinha Escola, o Presídio de Iturama, inaugurado em março, possui outras iniciativas de ressocialização. No início de julho, a unidade inaugurou uma biblioteca com um acervo de 583 livros, viabilizando o Projeto Liberdade Literária, que promove a remição de pena por leitura. Esta ação já conta com a adesão de 233 detentos.

O secretário de Estado de Justiça e Segurança Pública, Rogério Greco, destacou a importância do Projeto Cozinha Escola e outras ações do presídio para a ressocialização dos detentos e a abertura de novos caminhos dentro do sistema prisional. “As ações do Presídio de Iturama reafirmam o compromisso do Departamento Penitenciário de Minas Gerais (Depen-MG) com a transformação dos indivíduos em regime fechado”, afirmou.

O diretor-geral da unidade, Paulo César Duarte, ressaltou que o projeto é revolucionário, pois permite a profissionalização dos detentos e a produção de alimentos consumidos na unidade. “Iniciativas como essa trazem responsabilidade, trabalho em equipe, reinserção social, autoconfiança e ajudam na escolha de novos caminhos na vida”, disse.

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