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Ministério da Saúde avança na eliminação do tracoma no Brasil

O Ministério da Saúde está avançando na eliminação do tracoma no Brasil, uma doença inflamatória ocular causada pela bactéria Chlamydia trachomatis. O tracoma é reconhecido como a principal causa de cegueira infecciosa no mundo, afetando 1,9 milhão de pessoas, das quais 450 mil apresentam cegueira irreversível. Estima-se que 190,2 milhões de pessoas vivem em áreas endêmicas com risco de cegueira por tracoma.

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De acordo com o Ministério da Saúde, o Programa Brasil Saudável, lançado em 2024, é uma das iniciativas que visam eliminar o tracoma como problema de saúde pública. Este programa é coordenado pelo Ministério da Saúde com a participação de 13 outros ministérios e inclui também a eliminação de outras doenças negligenciadas, como a doença de Chagas, esquistossomose, elefantíase, geo-helmintíase, malária e oncocercose. Mais informações sobre o programa podem ser encontradas aqui.

Atualmente, o Brasil está em fase de comprovação da eliminação do tracoma em território nacional. A doença ainda é um problema de saúde pública em muitos países em desenvolvimento, especialmente em áreas remotas da África, Ásia, América Central e do Sul, e Oriente Médio. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), 16 países representam 80% da carga global de doenças tropicais negligenciadas, incluindo o tracoma.

Reunião interinstitucional

Nos dias 8 e 9 de setembro, foi realizada em Brasília, na Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), a Reunião de Condução do Processo de Validação da Eliminação do Tracoma como Problema de Saúde Pública no Brasil. O evento contou com a presença de autoridades do Ministério da Saúde, representantes da OMS, médicos, enfermeiros, pesquisadores e especialistas nacionais e internacionais.

A diretora do Departamento de Doenças Transmissíveis da Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente, Marília Santini de Oliveira, destacou a importância do evento. “Em nome do ministro Padilha e da secretária Mariângela Simão, quero reforçar que estamos muito satisfeitos com a realização dessa reunião, pois pretendemos, cada vez mais, contribuir com o tema e com a erradicação dessa doença”, afirmou Santini.

Durante o evento, foram discutidos temas como o panorama global e regional da eliminação do tracoma, os resultados do Inquérito Nacional de Prevalência de Tracoma, e a vigilância e controle no território nacional, com destaque para populações indígenas. Também foram abordadas a importância da atenção oftalmológica no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS) e estratégias de vigilância pós-eliminação.

Após a palestra do diretor científico e secretário da Aliança para Eliminação Global do Tracoma, Anthony Salomon, foram realizadas discussões em plenária para elaborar recomendações para a submissão oficial do Brasil ao processo de validação da eliminação do tracoma junto à OMS.

O tracoma é transmitido principalmente por contato direto com secreções oculares ou nasais de pessoas infectadas, objetos contaminados e moscas que acessam essas secreções. A doença pode causar inflamação crônica dos olhos, cicatrizes na córnea, dobramento da pálpebra para dentro (entrópio) e cegueira.

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