Uma pesquisa realizada pela UNIFAL-MG em parceria com o IFSULDEMINAS campus Passos, financiada pela Chamada nº 21/2023 do CNPq/Ministério da Saúde, desenvolveu um modelo computacional para classificar o risco de gestantes negras durante o pré-natal e o parto. O estudo, liderado por Juliano de Souza Caliari, contou com a participação de diversos pesquisadores e utilizou técnicas de inteligência artificial aplicadas a dados do Sistema Único de Saúde (SUS).
De acordo com o Jornal UNIFAL MG, o objetivo do projeto foi criar um modelo de classificação de risco para mulheres negras no pré-natal e parto, utilizando dados do Sistema de Informação sobre Mortalidade (SIM), do Sistema de Informações sobre Nascidos Vivos (SINASC) e do Sistema de Acompanhamento do Programa de Humanização no Pré-Natal e Nascimento (SISPRENATAL). Os pesquisadores constataram que mulheres negras enfrentam piores condições de assistência, refletindo desigualdades raciais e sociais que afetam o acesso ao cuidado e resultam em desfechos maternos e neonatais adversos.
Projetos Complementares e Resultados
O projeto original gerou duas pesquisas complementares. A primeira, “Assistência Pré-Natal e Parto de Mulheres Negras no Brasil: Uma Revisão Integrativa”, revelou falhas significativas na atenção às gestantes negras, como número reduzido de consultas e ocorrência de violência obstétrica. A segunda pesquisa, “Características Maternas e Aspectos das Assistências Pré-Natal e Parto Associados aos Desfechos Neonatais Desfavoráveis em Mulheres Negras Brasileiras”, analisou mais de 1,3 milhão de registros do SINASC, evidenciando desigualdades raciais significativas.
Os resultados da pesquisa foram apresentados em eventos internacionais, como o 13º Congresso Mundial da Sociedade Internacional sobre as Origens do Desenvolvimento da Saúde e da Doença (DOHaD) em Buenos Aires. A pesquisa também será apresentada no XXV FIGO World Congress of Gynecology and Obstetrics, na África do Sul, com a participação de representantes da UNIFAL-MG.
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