Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, está investigando a qualidade da água após um aumento significativo nos casos de diarreia. Nos últimos seis dias, de 3 a 8 de setembro, a cidade registrou 1.957 atendimentos por gastroenterite e Doença Diarreica Aguda (DDA) em unidades do Sistema Único de Saúde (SUS), o que representa uma média de 326 casos por dia. Este número é significativamente maior do que os 68 casos diários registrados no mês anterior.
De acordo com informações do jornal O TEMPO, a prefeitura de Contagem solicitou à Copasa uma análise da qualidade da água fornecida à cidade. A Vigilância Sanitária local também requisitou o plano de amostragem da água, que deve incluir avaliações físicas, químicas e biológicas, como cor, turbidez, pH, cloro residual e presença de coliformes totais.
O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) recebeu um pedido de investigação sobre a qualidade da água, após denúncias de moradores sobre um forte gosto de barro e mofo. O vereador Léo da Academia (PDT) destacou que, embora não haja provas de que o surto esteja relacionado à água, há relatos de problemas em bairros como Milanez e Maracanã.
Copasa e a qualidade da água
A Copasa, responsável pelo abastecimento de água em Contagem, afirma que atende a todos os padrões de potabilidade exigidos pelo Ministério da Saúde. A empresa declarou que o tratamento da água inclui cloro residual, que inibe vírus e bactérias. Além disso, a Copasa informou que realiza mais de 5 mil testes mensais em Contagem, verificando 130 parâmetros de qualidade, e que os resultados são compartilhados com a Agência Reguladora de Serviços de Abastecimento de Água e de Esgotamento Sanitário do Estado de Minas Gerais (Arsae) e com o núcleo ambiental da Fundação Hemominas.
A companhia também contratou um laboratório externo para realizar testes adicionais durante os próximos doze meses, reafirmando seu compromisso com a segurança e qualidade da água fornecida à população.
