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Consea destaca importância do controle social em capacitação do Protocolo Brasil Sem Fome

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**Consea destaca importância do controle social em capacitação do Protocolo Brasil Sem Fome**

A presidenta do Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Consea), Elisabetta Recine, participou da abertura do Curso de Formação de Articuladores do Protocolo Brasil Sem Fome, promovido pelo Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS). O evento ocorreu entre 24 e 26 de fevereiro, no auditório da Fiocruz, em Brasília.

A capacitação teve como objetivo qualificar profissionais para implementar o protocolo em estados e municípios, fortalecendo a articulação entre sistemas públicos para identificar famílias em risco de insegurança alimentar grave. De acordo com o MDS, o curso foi conduzido pela diretora de Apoio à Gestão do Sisan, Luiza Trabuco, e pelo gerente de projetos da SECF/MDS, Leonardo Rauta Martins.

Elisabetta Recine ressaltou a importância da participação da sociedade civil no combate à insegurança alimentar. Ela destacou a diversidade de perfis no Consea, que inclui representantes de povos indígenas, população negra, comunidades tradicionais e movimentos urbanos e rurais.

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Diversidade e políticas públicas

Segundo Elisabetta, essa pluralidade contribui para a construção de políticas públicas mais assertivas. “Essa diversidade assegura ao controle social uma incidência na política pública que a faça avançar, incorporando olhares de grupos historicamente excluídos”, afirmou.

Como exemplo, ela citou o Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE), que articula a agricultura familiar com a alimentação escolar. A inclusão de povos indígenas e comunidades tradicionais nas compras públicas exigiu ajustes nas regras sanitárias e no modelo de aquisição governamental.

Papel dos articuladores

Elisabetta também destacou o papel dos articuladores sociais na implementação do protocolo. “O controle social facilita o caminho, ajudando diferentes setores a compreenderem suas responsabilidades. Os articuladores atuarão em mudanças individuais e coletivas junto aos conselhos locais”, disse.

O Protocolo Brasil Sem Fome organiza processos de identificação e atendimento a pessoas em risco de insegurança alimentar, integrando redes de saúde, assistência social e segurança alimentar. Participam da capacitação 47 articuladores de 23 estados.

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*Com informações do MDS.

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