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O Governo de Minas Gerais atualizou o estudo que analisa as oportunidades comerciais para o estado no acordo entre Mercosul e União Europeia. O documento, divulgado pela Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sede-MG), está disponível para consulta.
O tratado, aprovado pelo Senado Federal em 4 de março, prevê redução de tarifas e aborda questões como barreiras técnicas, medidas sanitárias e propriedade intelectual. O objetivo é oferecer maior segurança jurídica aos exportadores mineiros.
De acordo com a Sede-MG, o acordo cria uma das maiores áreas de livre comércio do mundo, reunindo cerca de 720 milhões de pessoas e 25% do PIB global. Minas Gerais pode ampliar mercados e atrair investimentos com a parceria.
A União Europeia é um dos principais destinos das exportações mineiras, especialmente para produtos do agronegócio, mineração e indústria. O acordo prevê a eliminação gradual de impostos para diversas mercadorias.
“O estudo é vital para que nossos empreendedores conheçam as principais oportunidades e exigências previstas no acordo”, afirmou Daniel Medrado, subsecretário de Atração de Investimentos e Cadeias Produtivas.
Benefícios por setor
Produtos agrícolas como café e sete tipos de frutas terão entrada livre de tarifas na Europa. Para o café torrado e solúvel, os impostos serão zerados em quatro anos, abrindo oportunidades para exportações com maior valor agregado.
No setor industrial, a União Europeia eliminará 100% das tarifas para produtos do Mercosul em até uma década. Cerca de 91% das mercadorias terão impostos removidos.
Dados das exportações
Em 2025, Minas Gerais exportou US$ 7,5 bilhões para países da UE, com superávit de US$ 4,1 bilhões. Os principais destinos foram Alemanha, Países Baixos, Itália, Bélgica e França.
O café foi o produto mais exportado, representando 74,1% do total (US$ 5,6 bilhões). Outros destaques foram ferro-ligas (US$ 487,5 milhões), celulose (US$ 198,3 milhões) e minérios de ferro (US$ 145,6 milhões).
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