IPC da UFU sobe 0,52% em fevereiro e cesta básica recua 0,64%

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O Centro de Estudos, Pesquisas e Projetos Econômico-Sociais (CEPES), da Universidade Federal de Uberlândia (UFU), divulgou os indicadores econômicos de Uberlândia referentes a fevereiro de 2026. Os dados mostram um cenário misto no custo de vida local.

O índice geral de inflação apresentou aceleração, enquanto o valor médio da cesta básica de alimentos registrou um leve recuo. Essas informações foram detalhadas no relatório mensal do CEPES.

O Índice de Preços ao Consumidor de Uberlândia (IPC-CEPES) fechou fevereiro com alta de 0,52%. Este valor representa um avanço em relação aos 0,24% registrados em janeiro.

Com este resultado, a inflação acumulada no ano atinge 0,76%. O acumulado dos últimos 12 meses, por sua vez, situa-se em 2,80%, conforme dados da UFU.

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Habitação impulsiona a alta

O principal fator para o aumento foi o grupo Habitação, que registrou um salto de 2,89%. Este resultado foi influenciado pelo reajuste no item “Aluguel e taxas”, com +4,92%.

O aumento na “Energia elétrica residencial”, de +1,93%, também contribuiu. Outros setores que exerceram pressão foram Despesas Pessoais (+1,97%) e Vestuário (+1,69%).

Por outro lado, o avanço da inflação foi contido pelo grupo Alimentação e bebidas, que apresentou deflação de -0,67%. A queda foi puxada pela redução nos preços das frutas (-8,50%) e do leite e seus derivados (-3,86%).

O grupo de Saúde e cuidados pessoais também auxiliou na contenção do índice, com recuo de -0,52%. Segundo a UFU, esses fatores contribuíram para a variação observada.

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A Cesta Básica de Alimentos de Uberlândia apresentou uma queda de -0,64% em fevereiro, passando a custar R$ 704,59. No acumulado de 12 meses, o indicador mostra uma redução de -3,76%.

Dos 13 produtos que compõem a cesta, 10 registraram baixa nos preços. Os destaques positivos para o consumidor foram a banana (-13,79%) e o leite (-5,06%).

Em contrapartida, o feijão registrou a maior alta do período, com uma elevação de 17,85% em seu preço médio. A carne bovina, com reajuste de 1,67%, continua sendo o item de maior impacto financeiro.

A carne bovina compromete quase 40% do valor total da cesta, representando R$ 273,20. Essas informações são detalhadas no relatório do CEPES.

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Salário Mínimo Necessário

O relatório do CEPES dimensiona o impacto desses custos no orçamento do trabalhador. Em fevereiro de 2026, a aquisição da cesta básica comprometeu cerca de 43% do salário mínimo oficial líquido (R$ 1.621,00).

Para garantir a alimentação básica, um trabalhador remunerado pelo piso nacional precisou dedicar 95 horas e 38 minutos de sua jornada mensal. Este cálculo foi realizado pelo CEPES.

A partir da metodologia do DIEESE, o CEPES calcula o Salário Mínimo Necessário. Este valor é estimado para suprir as despesas de uma família de quatro pessoas com alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte e lazer.

Em fevereiro, este montante foi estimado em R$ 5.919,24. O levantamento evidencia que o salário mínimo oficial vigente atende a apenas 27,39% das necessidades básicas reais da população, conforme dados da UFU.

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