Greve de servidores da Fhemig persiste no quinto dia apesar de decisão judicial

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A greve dos servidores da Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais (Fhemig) chega ao seu quinto dia neste sábado (21), mesmo após uma decisão judicial determinar a suspensão imediata do movimento. O sindicato da categoria afirma que não foi notificado oficialmente e, por isso, a paralisação continua. A Justiça estabeleceu uma multa diária de R$ 50 mil em caso de descumprimento da ordem.

De acordo com informações do jornal O Tempo, a Justiça determinou na sexta-feira (20), em caráter liminar, a suspensão imediata da paralisação, que começou na terça-feira (17). A decisão fixou uma multa diária de R$ 50 mil, limitada a R$ 1 milhão, caso a ordem judicial não seja cumprida pelos grevistas.

Contudo, o presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Rede Fhemig (Sindpros), Carlos Martins, informou que a categoria ainda não recebeu nenhuma notificação oficial sobre a decisão. Por essa razão, a paralisação dos serviços será mantida. Ele afirmou que, ao serem notificados, convocarão uma assembleia para deliberar sobre os próximos passos e o cumprimento da determinação judicial.

“Se recebermos a notificação da Justiça, iremos imediatamente convocar uma assembleia para ser tomada uma atitude em relação à decisão e verificar o que tem que ser cumprido. Continuamos na expectativa de que o governo tenha sensibilidade em discutir e tentar resolver o que leva os trabalhadores a terem que utilizar a greve como instrumento para garantir as negociações, ao invés de ficar só tentando confrontar este movimento”, disse ele.

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Reivindicações e impactos da greve

Antes da decisão judicial, a Fhemig havia comunicado que a greve já resultou no adiamento de aproximadamente 60 cirurgias programadas. Os principais impactos foram registrados no Hospital de Pronto-Socorro João XXIII e no Complexo de Especialidades, que abrange os hospitais Júlia Kubitschek e Alberto Cavalcanti, em Belo Horizonte. Os atendimentos de urgência e emergência foram mantidos, com afetação principalmente nos procedimentos eletivos.

As entidades sindicais, Associação dos Trabalhadores em Hospitais de Minas Gerais (Asthemg) e Sindpros, listam quatro pontos centrais para a greve. Os trabalhadores buscam discutir a gestão da Fhemig na assistência aos pacientes, denunciar o que consideram condições precárias de trabalho e a retirada de direitos, além de reavaliar a proposta de reajuste salarial de 5,4% apresentada pelo governo estadual.

O governo de Minas Gerais afirmou ter “compromisso com a valorização dos servidores públicos estaduais e mantém diálogo permanente com as categorias, sempre respeitando os limites e as responsabilidades estabelecidos pela legislação vigente”. A gestão destacou que a reorganização das contas públicas e a regularização dos pagamentos são prioridades desde 2019, culminando no anúncio da recomposição salarial.

“A medida vale para servidores ativos, inativos e pensionistas da administração direta e indireta do Estado. A recomposição será paga retroativamente a 1º de janeiro de 2026.”

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